Crise deve derrubar em até 60% fluxo de carga

Ainda de acordo com Pelucio, a diminuição no trânsito de caminhões é natural após o estouro no consumo nos meses anteriores ao Natal, quando o transporte de bens chega a crescer 20%

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O presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo (Setcesp), Francisco Pelucio, acredita em uma acentuada queda na coleta e entrega de cargas na cidade de São Paulo (SP) para janeiro de 2009. Segundo ele, além das férias, a crise financeira internacional reduz a demanda por transporte de mercadorias e circulação de caminhões, que devem cair até 60% no mês.

Ainda de acordo com Pelucio, a diminuição no trânsito de caminhões é natural após o estouro no consumo nos meses anteriores ao Natal, quando o transporte de bens chega a crescer 20%. Ele acredita em maior queda no consumo após as festas deste ano.

“A redução no fluxo de caminhões é tradicional no mês de férias escolares e deve ser maior em 2009 devido à crise econômica internacional”, disse Pelucio.

O Setcesp acredita que, durante o mês de férias, o centro expandido da cidade tenha trânsito diário de mil veículos de transporte urbano de carga. O volume chegou a uma frota de 5 mil veículos antes das restrições à circulação de caminhões imposta pela gestão do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
Trânsito

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) estima a queda no volume de trânsito em 30% para janeiro e também atribui a queda às férias escolares. Segundo a CET, os semáforos são ajustados de acordo com a demanda do trânsito e isso diminui ainda mais os níveis de lentidão.

A CET não tem uma estimativa por tipo de veículo, mas considera “provável” que a mudança ocorra também na circulação de veículos de carga por conta da redução do número de pessoas na cidade e conseqüente queda no consumo.

No retorno das férias, a CET realiza a operação Volta às Aulas nas proximidades de 150 escolas da cidade. São coibidas a formação de filas duplas e o estacionamento irregular, além da orientação do embarque e desembarque de alunos e a travessia de pedestres, segundo a CET.

A Secretaria Municipal de Transportes informou que não haverá relaxamento na legislação do rodízio, que segue vigorando tanto para carros quanto para caminhões no mês de férias. (Hermano Freitas-Direto de São Paulo-Terra)

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