Carro cairá de preço com a redução de IPI

O pacote fiscal anunciado pelo governo federal prevê zerar até 31 de março a alíquota de IPI para compra de veículos com motorização 1.0, os chamados carros populares, e reduzir em 50% o imposto para carros de motor até 2.0

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A redução das alíquotas do Imposto sobre a Produção Industrial (IPI) para veículos deverá impactar nos preços ao consumidor e conseqüentemente as vendas no País. A avaliação é do diretor de Relações Institucionais da Ford Brasil, Rogelio Golfarb, acrescentando que os descontos deverão girar em torno de 7%.

“As montadoras assumiram um compromisso de repassar esta redução da alíquota de IPI. Estamos aguardando o decreto final para estabelecer a nova tabela de preços”, disse Golfarb.

O pacote fiscal anunciado pelo governo federal prevê zerar até 31 de março a alíquota de IPI para compra de veículos com motorização 1.0, os chamados carros populares, e reduzir em 50% o imposto para carros de motor até 2.0. Hoje, a alíquota do IPI para carros 1.0 é de 7%. Para veículos com motor até 2.0 a gasolina a alíquota é 13% e para carros flex fuel, 11%.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, que esteve presente na reunião com o presidente Lula, disse que a sensação que ficou após o encontro é que “o governo fará o possível para que os efeitos da crise no Brasil sejam menores”.

Segundo ele, além da redução do IPI o efeito da diminuição do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) terá um efeito de crescimento do crédito nas vendas de automóveis. “Isso também irá estimular o mercado”, afirmou Schneider.

O dirigente afirmou, ainda, que do pacote de R$ 8 bilhões para restabelecer o crédito dos bancos de montadoras, somente R$ 1,6 bilhão chegou efetivamente ao consumidor final. “Ainda temos recursos que devem ser liberados em breve e estimular o mercado. Com isso, o cenário com certeza mudará no próximo ano”, disse Schneider.

Para Golfarb, que já foi presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as medidas anunciadas ontem complementam a injeção de crédito de R$ 8 bilhões. “A ação do governo é muito positiva. Primeiro restituiu o crédito e agora promoveu a redução fiscal. Na verdade essa medida é um investimento do governo, já que a arrecadação estava caindo muito”, disse Golfarb.

As vendas diárias caíram de 12 mil veículos em outubro para menos de 8 mil carros por dia em dezembro. “Essas medidas devem melhorar o patamar de vendas. Nos primeiros meses de dezembro, por exemplo, a comercialização caiu 10% em relação a novembro. Estávamos em queda”, disse Golfarb. “Com certeza, o mercado vai se recuperar. O ritmo de queda está acentuado”, completou o executivo.

Em 1990 e 1991, antes da criação do carro popular, a alíquota do IPI do carro 1.0 era de 20%. Em 1992, o tributo teve uma redução e foi para 14%. Já com o lançamento do conceito de carro-popular, em 1993, durante o governo Itamar Franco, o imposto foi para 0,1% e essa alíquota prevaleceu até 1994. Em 1995, o IPI subiu para 8%. Em 1997 foi para 13% e daí em diante oscilou até chegar em 7% e, agora, a zero.

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