BNDES ainda dispõe de recursos de R$ 4,8 bi para biocombustíveis

Esse valor é um potencial a ser contratado e que resulta da somatória dos valores de projetos que ainda estão nas etapas iniciais e intermediárias de análise

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Pelo menos até a semana passada, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ainda somava R$ 4,8 bilhões em recursos não contratados em sua carteira de projetos de biocombustíveis.

Esse valor é um potencial a ser contratado e que resulta da somatória dos valores de projetos que ainda estão nas etapas iniciais e intermediárias de análise. “Nem todos os projetos são aprovados ou, quando recebem aprovação, muitos acabam recebendo valor inferior ao inicialmente solicitado”, explica Artur Milanez, gerente do departamento de biocombustíveis do banco.

Em 2009, o banco oficial deverá desembolsar R$ 7 bilhões em recursos para o setor, incluindo financiamentos para construção e expansão de usinas de açúcar e álcool, projetos de exclusivos de co-geração de energia elétrica e operações automáticas. A projeção é 16,6% superior aos R$ 6 bilhões que deverão ser liberados em 2008.

R$ 1,8 bilhão – Em momento de dificuldade de obter crédito, por conta da crise global, pelo menos três grupos do setor sucroalcooleiro receberam injeção de recursos do BNDES, no valor de R$ 1,8 bilhão, para tocar projetos na Região Centro-Oeste e interior do Estado de São Paulo, no começo do mês de dezembro. O presidente da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank, já havia dito em encontro de empresários em meados deste mês, que os aportes planejados para 2009 e direcionados para a conclusão de projetos deveriam se manter. As incertezas vêm em relação aos novos investimentos previstos para 2010 e 2011, sobretudo provenientes dos hedge founds.

Desse R$ 1,8 bilhão liberado pelo BNDES no início de dezembro, a ETH, controlada pelo grupo Odebrecht, recebeu aprovação de R$ 1,15 bilhão, cujo destino será a construção de três unidades industriais nos Estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo. Os outros R$ 634 milhões serão destinados à Iaco Agrícola (dos grupos Grendene, Irmãos Schmidt e do empresário André Esteves) para a construção de uma usina em Mato Grosso do Sul. Outro beneficiado é a Usina São Fernando, controlada pelos Grupos Bertin e Bumlai, para implantação de outras duas unidades no Mato Grosso do Sul.

Somente as três usinas do grupo Odebrecht terão capacidade de moagem total de 14 milhões de toneladas, a ser atingida até 2013. O apoio do BNDES, corresponderá à primeira fase do projeto (2008 a 2010), equivale a 60% do valor total do investimento, de R$ 1,921 bilhão.

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