Audiência pública sobre uso do Aeroporto Santos Dumont volta a ser adiada

Segundo nota divulgada hoje (23), o evento foi suspenso a “pedido de interessados no assunto, que manifestaram à agência dificuldades para comparecer à audiência durante o período de festas” e uma nova data será anunciada em breve

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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu a audiência pública prevista para o próximo dia 30, em que seria discutida a flexibilização das regras de uso do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Segundo nota divulgada hoje (23), o evento foi suspenso a “pedido de interessados no assunto, que manifestaram à agência dificuldades para comparecer à audiência durante o período de festas” e uma nova data será anunciada em breve. Na audiência, a agência submetaerá a análise pública sua proposta de anular a Portaria nº 187, de março de 2005, que impõe restrições ao uso de cinco aeroportos fluminense, além do Santos Dumont: Antonio Carlos Jobim/Galeão, Jacarepaguá, Maricá, Nova Iguaçu e Cabo Frio.

É o segundo adiamento da audiência. Da primeira vez, uma liminar concedida ao governo do Rio de Janeiro pela juíza Emilia Maria Velano, da 15ª Vara Federal de Brasília, impediu a Anac de realizar a audiência, que estava marcada para o dia 16, em Brasília.

Na última quinta-feira (18), a Anac informou que o evento seria no próximo dia 30, no Rio, atendendo a pedido do governo fluminense, para quem a audiência não poderia ocorrer em outra cidade, já que o assunto em pauta diz respeito a aeroportos localizados no Rio de Janeiro.

De acordo com a Anac, a revogação da portaria é necessária para a remoção de barreiras não-operacionais no Aeroporto Santos Dumont, o que beneficiaria os usuários de transporte aéreo, aumentando a opção de vôos neste terminal.

Com a revogação da portaria, o Santos Dumont, localizado no centro da cidade, se tornaria mais atraente que o Aeroporto do Galeão, que fica na Ilha do Governador, a cerca de 30 minutos de carro da região central. Isso poderia acarretar a redução do número de usuários do Galeão, cuja gestão o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, defende que seja transferida ou para o governo estadual ou para a iniciativa privada. (Alex Rodrigues-Repórter da Agência Brasil)

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