Plano CNT de Logística é apresentado no Senado Federal

O plano elencou 587 projetos prioritários e apontou o montante necessário à sua realização de R$ 280 bilhões

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A Confederação Nacional do Transporte apresentou na última quinta-feira, no Senado, o Plano CNT de Logística, durante o 1º Simpósio Infra-Estrutura e Logística no Brasil – Desafios para um País Emergente, promovido pela Comissão de Serviços de Infra-Estrutura do Senado.

O plano elencou 587 projetos prioritários e apontou o montante necessário à sua realização de R$ 280 bilhões. Esse é o valor que o país precisaria investir para oferecer uma infra-estrutura de logística e transporte capaz de assegurar e manter os índices de crescimento econômico.

O diretor-executivo da CNT, Bruno Batista, ressaltou que o Brasil ainda é carente em relação à oferta de infra-estrutura. “As rodovias pavimentadas ainda são em pequena extensão, as hidrovias são pouco utilizadas. Há a questão do dinamismo dos portos, principalmente em relação ao calado com baixas profundidades. E o setor ferroviário também enfrenta problemas, como as travessias nos grandes centros e a falta de sinalização.”

Durante o simpósio, senadores, deputados e o ministro dos Transportes elogiaram o trabalho desenvolvido pela CNT, no sentido de propor soluções para os problemas constatados com a elaboração de um plano de logística. “Esse trabalho que a CNT presta ao país é fundamental, principalmente porque gera discussão, gera controvérsia. E é bom que isso aconteça porque você começa a colocar em dúvida algumas coisas e a identificar outras com mais profundidade”, afirmou o ministro Alfredo Nascimento.

O senador Marconi Perillo (PSDB/GO), presidente da Comissão de Serviços de Infra-Estrutura do Senado, disse que a CNT tem atuado na vanguarda do planejamento estratégico na área de transportes, “com contribuições importantes para atualização, aprimoramento e ampliação do planejamento estratégico”. Segundo Marconi Perillo, o plano de logística da Confederação proporciona uma enorme contribuição ao governo federal e demais governos para que providências sejam tomadas em relação às prioridades.

Ao expor no Senado o Plano CNT de Logística, o diretor executivo Bruno Batista ressaltou que a situação atual resulta de um período prolongado de baixos investimentos. Na década de 70, os investimentos na área de transportes chegavam a cerca de 2% do PIB e hoje representam apenas 0,22%.

Incapacidade

Marconi Perillo afirmou que as discussões travadas no encontro “demonstraram cabalmente a incapacidade total da infra-estrutura de transportes brasileira de atender a atual demanda”.

“A menos que se promova um planejamento de longo prazo, com um conjunto de políticas públicas, aliado às reformas estruturais e à criação de marcos regulatórios, a realidade presente não será alterada de forma substancial”, disse.

O senador goiano alertou ainda para a possibilidade de as deficiências do sistema de transporte brasileiro inviabilizarem o desempenho exportador do Brasil no campo das commodities agrícolas e minerais, em razão dos custos de frete.

No encerramento do encontro, o senador apresentou ainda um balanço dos trabalhos desenvolvidos pela CI durante sua gestão, como as audiências públicas realizadas em 2007 para discutir as ações do governo federal no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); e para examinar a situação dos investimentos federais no sistema de trens metropolitanos e o processo de concessões públicas de rodovias pertencentes à malha federal.

Quanto às atividades de 2008 da comissão, ele destacou a discussão do projeto de transposição do rio São Francisco; a prospecção, produção e comercialização de gás natural no país, bem como a venda da companhia Varig, questão de fundamental importância, em sua opinião, para o setor aeroportuário nacional.

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