Novo presidente americano anima comércio de veículos para 2009

Acho que as perspectivas para o comércio dos veículos de alto luxo são muito boas para 2009", diz Eduardo Alves, executivo de vendas da Via Itália, concessionária da Ferrari e da Maserati

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“O Obama vai buscar a estabilidade econômica e, se o americano voltar a consumir, todo o mundo volta a decolar e a gastar de novo. Acho que as perspectivas para o comércio dos veículos de alto luxo são muito boas para 2009”, diz Eduardo Alves, executivo de vendas da Via Itália, concessionária da Ferrari e da Maserati.

Circulando em meio às Ferraris que costumam fazer o trânsito em frente ao número 110 da movimentada avenida Europa ficar mais lento, para que os motoristas possam admirá-las melhor, Alves conta que antes da falência do banco Lehman Brothers, ocorrida no dia 15 de setembro, vendia, em média, de 5 a 6 carros novos por mês. “Agora, são 2, 3”, diz. Ainda no segmento dos muito ricos – ou triple A (AAA), como também são conhecidos – Alves diz que há um outro perfil que prefere ser o segundo dono das Ferraris. “É aquele empresário, igualmente bem-sucedido como o que leva o carro zero quilômetro, mas que não quer pagar R$ 1,4 milhão. Então leva o carro com um ano de uso, ainda na garantia, e com uma série de vantagens no custo, como IPVA. “A fatia dos milionários que opta por modelos seminovos é a que apresenta a mais forte retração do mercado de luxo. “Vendia dez modelos por mês, agora, só seis”, diz.

Ao lado das perdas reais que sua clientela tem tido nas bolsas de valores de todo o mundo, Alves percebe um forte componente psicológico no impacto da crise. “Tem cliente que começa a recuar da compra, alegando que levou um prejuízo na bolsa, mas quando argumento que o ramo no qual atua não tem envolvimento com a bolsa, ele gagueja. De fato, ele não teve perda, mas o efeito psicológico é muito maior do que o real, o cliente está retraído.”

A insegurança do cliente também afetou os negócios da Audi no segmento de alto luxo. “Este consumidor está esperando para ver o horizonte. O mercado está se aquietando, a crise já está bastante precificada. Daqui para a frente a reação deve começar”, diz Paulo Manoel Pereira, diretor de vendas e marketing da Audi Brasil.

Segundo ele, de cada sete pedidos dos carros voltados para o segmento de alto luxo da marca, três adiaram a decisão da compra.

O desempenho do R-8, carro top de linha da montadora alemã, com preço ao redor de R$ 650 mil, chegou em maio para 11 consumidores brasileiros, os primeiros dos 30 que foram encomendados. “O segmento é pequeno no Brasil e a Audi quer consolidá-lo”,. conta. A mesma busca é feita pela Porsche, que aposta em seu 911 Turbo Cabriolet, que custa R$ 745 mil.

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