Fiat põe mais 3 mil em férias coletivas

Segundo a assessoria de imprensa da montadora, a empresa está se aproveitando de uma “folga” do mercado para programar o fluxo das férias que deixaram de ser concedidas em julho

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A Fiat colocará, a partir da próxima segunda-feira, três mil funcionários em férias coletivas em sua unidade em Betim. A produção diária de 3 mil carros será reduzida para 2.400 unidades durante dez dias, entre 17 e 26 deste mês. É a segunda rodada de férias coletivas anunciadas pela montadora desde o agravamento da crise financeira internacional, que teve como um dos principais efeitos no país a escassez de crédito.

Segundo a assessoria de imprensa da montadora, a empresa está se aproveitando de uma “folga” do mercado para programar o fluxo das férias que deixaram de ser concedidas em julho, quando a demanda estava mais aquecida. Ainda de acordo com a assessoria, nenhum modelo deixará de ser produzido. Todas linhas terão redução de volume. Hoje, a empresa tem cerca de 15 mil funcionários. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e Bicas, João Alves de Almeida, cerca de 60 trabalhadores que estavam com contratos de experiência – até 90 dias – foram dispensados nesta semana.

“O pessoal das últimas contratações, de julho e agosto, quando a produção ainda estava em alta, não foi efetivado. Antes da crise, a montadora vinha efetivando o pessoal contratado”, relata o vice-presidente do sindicato. A Fiat, no entanto, não confirma a informação de dispensa de funcionários com contrato de experiência. No Rio Grande do Sul, a General Motors ampliou o número de dias de paralisação na fábrica de Gravataí, onde produz os veículos Celta e Prisma. Os funcionários voltaram ontem ao trabalho e foram comunicados de que a fábrica permanecerá parada entre hoje e sexta-feira, em vez de retomar a produção nesta semana.

Com isso, serão 19 dias sem produção em Gravataí durante novembro, e não 16. Na primeira semana do mês, os trabalhadores receberam licença remunerada. A partir do dia 17, eles entram em férias coletivas até o começo de dezembro.

Segundo a montadora, as mesmas condições que levaram à parada determinaram a ampliação em mais três dias: restrição ao crédito que afetou as vendas internas e a necessidade de ajustar estoques na fábrica e nas revendas. Segundo balanço divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), os estoques de veículos nas montadoras e concessionárias cresceram 14,3% em outubro ante setembro.

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