Empréstimo-ponte para infra-estrutura

Os recursos, explicou, ontem, o presidente do banco, Luciano Coutinho, serão destinados prioritariamente a empréstimos-ponte de curto prazo para financiar o início de projetos de infra-estrutura, como os envolvidos em leilões e licitações de concessões federais

VarigLog, reestruturada, amplia volume transportado e faturamento
Serviço de pagamento de pedágio no Brasil é um dos mais caros do mundo
De olho nas cargas dos portos

Dos R$ 10 bilhões adicionais prometidos pelo Ministério da Fazenda ao BNDES, para que a instituição possa mitigar os efeitos da crise financeira internacional, R$ 4 bilhões já estariam equacionados e R$ 2,5 bilhões já estariam disponíveis a juros de depó-sitos interbancários (DI), acrescidos de uma taxa. Na prática, o custo total equivalerá ao que é cobrado pelas instituições financeiras privadas.

Os recursos, explicou, ontem, o presidente do banco, Luciano Coutinho, serão destinados prioritariamente a empréstimos-ponte de curto prazo para financiar o início de projetos de infra-estrutura, como os envolvidos em leilões e licitações de concessões federais. Também estão na pauta linhas de crédito para o pré-em-barque, favorecendo a exportação, projetos para as concessões de rodovias federais e para as concessões relativas à usina de Belmonte em 2009.

“Além do apoio que o BNDES dará aos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – financiando 70% dos recursos, pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) – o banco poderá conceder empréstimos-ponte de curto prazo, de até 18%, a taxas fixas de 14,5% ao ano, mais um spread básico de 1,3%, acrescido do spread de risco, calculado em função de cada projeto”, declarou o presidente do banco. Os valores poderão representar até 20% do investimento total dos projetos.

Coutinho acredita que as empresas que concorrerão no leilão das linhas de transmissão da usina hidrelétrica do Rio Madeira, marcado para o próximo dia 26, serão as primeiras a serem beneficiadas com o dinheiro novo. “Queremos criar uma rede de segurança para o investidor”, disse Coutinho. Segundo ele, tradicionalmente, o início dos projetos de infra-estrutura costuma ser financiado pelo setor privado, a taxas bem maiores que as praticadas pelo BNDES. Mas, com a retração do sistema de crédito, a intenção é assegurar que o apetite privado pelo investimento seja mantido. “Queremos que o leilão do Madeira seja bem disputado, de forma que o resultado garanta a modicidade tarifária da energia elétrica.”

COMMENTS