Da produção plena de caminhões a férias coletivas, em um ano

A Scania, de São Bernardo do Campo (SP), por exemplo, vai interromper a produção de 15 de dezembro a 18 de janeiro

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Ao contrário do final do ano passado, quando as fábricas de caminhões e ônibus praticamente só interromperam a produção no período de Natal e Ano Novo, neste 2008, por conta de sinais de retração de mercado, as férias coletivas serão mais generosas.

A Scania, de São Bernardo do Campo (SP), por exemplo, vai interromper a produção de 15 de dezembro a 18 de janeiro. Isto somado aos 10 dias gozados em julho totalizam 40 dias parados – 10 dias a mais do que o previsto.

Na Ford Caminhões, também em São Bernardo do Campo, três decisões foram tomadas para enfrentar a retração: suspensão da produção aos sábados; antecipação das férias coletivas (ao invés de apenas o período de Natal e Ano Novo, o recesso abrangerá de 15 de dezembro a 2 de janeiro). Além disso, a Ford também adiou a implantação do segundo turno, prevista inicialmente para janeiro de 2009. Segundo a montadora “a data será definida de acordo com a evolução do mercado”.Já na Iveco, de Sete Lagoas, em Minas Gerais, foram estabelecidos 30 dias de férias coletivas, de 15 de dezembro a 14 de janeiro.. A empresa informa que vai manter 350 pessoas ativas para concluir a nova unidade de caminhões pesados, prevista para entrar em operação no início de 2009.

Alcides Cavalcanti, diretor comercial da Iveco, disse que há uma retração em alguns segmentos provocada por escassez e encarecimento de credito. “Apesar de tudo, estamos confiantes e vamos manter firmes os investimentos que programamos para os próximos anos no Brasil”, disse, até porque “os recursos são obtidos na própria operação brasileira”

A fábrica de caminhões que está sendo concluída irá começar com um ritmo de 34 veículos diários. A capacidade pode chegar até 60 unidades. Fora isso, a Iveco tem a linha do Daily , o veículo leve da marca, com ritmo de 40- unidades diárias.

A Iveco considera caminhões os veículos acima de 2,8 toneladas. Segundo Cavalcanti este mercado total será de 149 mil unidades neste ano – 41 mil unidades a mais que em 2007. “Para 2009 estamos prevendo os mesmos 149 mil”, diz,. para emendar. “O setor de cana-de-açúcar está excelente, o agrícola também será bom, pois a alta do dólar vai fomentar especificamente a exportação de grãos”, comentou Cavalcanti.

A Iveco, que tem hoje 8% do mercado de caminhões, quer chegar a 10% no próximo ano. Cada ponto percentual no mercado de caminhões vale R$ 300 milhões.

A Iveco, que destina 15% da sua produção para a exportação, prevê faturar neste ano R$ 2,5 bilhões, um crescimento de 39% sobre R$ 1,8 bilhão faturado em 2007.

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