Consórcio “Metrô Leve” sai na frente para projeto de metrô

O consórcio que está à frente é o Metrô Leve, ao propor a realização da empreitada por R$ 4, 070 milhões, o que consolida mais um passo na aceleração do Plano de Expansão do Governo de São Paulo, para onde estão previstos aportes de R$ 19 bilhões nos sistemas de Companhia Paulista de Trens Metropolitanos

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Oito propostas foram apresentadas ontem, por empresas interessadas em assumir a elaboração do estudo que dará origem ao Sistema Integrado Metropolitano da Baixada Santista (SIM), para consolidar o chamado “projeto funcional”, serão quatro as etapas previstas no SIM, e a apresentação do “projeto básico” da primeira fase do sistema deverá custar um total de R$ 750 milhões.

O consórcio que está à frente é o Metrô Leve, ao propor a realização da empreitada por R$ 4, 070 milhões, o que consolida mais um passo na aceleração do Plano de Expansão do Governo de São Paulo, para onde estão previstos aportes de R$ 19 bilhões nos sistemas de Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) e Metrô.

Outros consórcios, como o Transporte SIM e a Oficina Focco, ficaram perto da conquista do projeto, ao propor orçamentos de R$ 4, 074 milhões e R$ 4, 450 milhões, respectivamente. Grupos como Concremat Sysfer TTC e Planservi Setepla apresentaram propostas acima de R$ 6,5 milhões para fazer o trabalho. Entre hoje e o dia 19, serão abertas as propostas para os projetos dos corredores metropolitanos de Guarulhos a São Paulo (Tucuruvi), além de Itapevi a São Paulo (Butantã).

Empresas de engenharia com know-how nesse tipo de concorrência, como o Grupo Trends Tecnologia e a Oficina de Projetos Urbanos (Opus), fizeram parte da composição de uma das propostas apresentadas, onde só será declarado o vencedor, após a verificação de toda a documentação, a um critério de menor valor para a execução do projeto, aliada à constituição técnica.

“O projeto do veículo leve sobre trilhos (VLT) da Baixada é importante, assim como os demais projetos em andamento na Secretaria Municipal de Transportes (STM), cujo programa tem sido acompanhado pela empresa”, diz Paulo Benites, presidente da Trends, que nesta licitação não levou a dianteira ao apresentar proposta de R$ 5,052 milhões.

A primeira fase do SIM prevê a construção de um trecho de VLT, ou Metrô Leve, em um percurso de 11 quilômetros, a partir da cidade de São Vicente até a região do Porto do Santos, num total de quatro estações, com a intenção de que boa parte fique pronta até 2010. A partir dali, o sistema se integrará às cidades Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe.

Críticas

Apesar de o governo ter obtido sucesso nas últimas licitações da área de transportes – a exemplo da grande concorrência no último leilão de rodovias -, fontes ligadas ao setor disseram ao DCI que o sistema de menor valor não funciona bem para a área de projetos.

“De uns tempos para cá, a Secretaria tem adotado esse critério, e isso acaba deflagrando um processo financeiro sofrível, o que leva o trabalho a níveis quase insuportáveis”, comentou um especialista, ao citar que isso se deu nas últimas licitações do Metrô e da EMTU, como parâmetro. O profissional disse que o ideal é adotar uma média, ponderada entre técnica e preço.

Consórcio

“Para nós é um projeto de grande valia, uma vez que temos o know-how para esse tipo de estudo, já que nossos sócios tiveram origem no Metrô, e por isso, possuem uma experiência, nesse tipo de desenvolvimento”, falou o engenheiro José Vitor Couto, sócio-diretor da Opus, que fez parte da composição do consórcio que apresentou a proposta mais baixa do VLT da Baixada. Ao falar à reportagem, o executivo destacou que falaria como profissional, e não como representante do consórcio Metrô Leve.

Couto afirmou que a Opus também está envolvida em projetos de metropolitanos fora do País. “Temos participado do projeto de Tel Aviv, prestando serviços para um consórcio, na parte de arquitetura. Também estamos envolvidos na concepção da estação Ameixoeiras, em Lisboa”, disse o executivo. A Opus se fez presente também em obras da Emurb e da CPTM, bem como em projetos do Corredor Nove de Julho e São João, além do estudo do VLT Vitória no Espírito Santo.

Crise

Sobre a continuidade das licitações na infra-estrutura brasileira, o engenheiro está otimista. “Na depressão de 1929, uma das saídas foi a não redução no ritmo de investimentos do Estado, o que pode funcionar bem desta vez, para obras de municípios e estados ou da União”, analisou Couto.

De acordo com Mauro Costa Ricardo, secretário da Fazenda de São Paulo, os recursos arrecadados na venda da Nossa Caixa serão aplicados em obras públicas, a exemplo do Metrô paulista. (Fabíola Binas-DCI)

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