Apesar da crise, saldo de financiamentos para compra de automóveis já atinge 4,7% do PIB

Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras apresenta estatísticas que dão conta de que o saldo na carteira de financiamentos para compra de automóveis por pessoas físicas atingiu R$ 138,6 bilhões em setembro

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Apesar da crise internacional, da dificuldade no crédito e do desaquecimento nas vendas dos veículos em todo o Brasil, dados da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) mostram que o montante de crédito destinado às compra de veículos por pessoas físicas atingiu em setembro R$ 138,6 bilhões, o que corresponde a 4,7% do PIB.

“O nosso segmento continua em evolução, porém menos agressiva, e as nossas metas para este ano deverão ser atingidas”, avalia Luiz Montenegro, presidente da Anef.

Sobre os planos de financiamento disponibilizados ao consumidor, os planos máximos de financiamento apresentaram uma estabilização em 60 meses, com planos médios de 40 meses. “É importante ressaltar que esse quadro de consolidação em 60 meses já era esperado como reflexo de uma acomodação natural do mercado”, comenta Montenegro.

Em relação aos juros, a taxa média mensal praticada pelos bancos das montadoras em setembro foi de 1,78%, enquanto os juros médios mensais do mercado ficaram em 2,41%. Já o índice da inadimplência acima de 90 dias, no mesmo período, é de 3,83% sobre a carteira. “Registramos uma pequena elevação frente ao mês de agosto, que foi de 3,74%. No entanto, este índice de inadimplência é aceitável e está abaixo da média do mercado sobre o total da carteira de crédito para pessoas físicas, que está em 7,3%”, acrescenta Montenegro.

Escoamento das vendas

As vendas a prazo de veículos representam 65% do total comercializado em setembro de 2008, sendo 39% por meio de leasing, 23% financiados por meio de CDC e 3% por meio de consórcio. No segmento de motocicletas, o financiamento registrou a marca de 63% e o consórcio de 20%.

Em relação à venda de veículos comerciais (caminhões e ônibus) realizadas em setembro, 49% foram por meio de Finame, 30% correspondem ao Finame Leasing e Leasing, 9% foram financiadas e 2% por consórcio.

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