Ampliação do prazo para o recolhimento de tributos federais economiza R$ 320 mi por mês para as empresas

Anúncio da ampliação do prazo para o pagamento de tributos federais gera alívio para os empresários brasileiros em meio à crise internacional

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As empresas brasileiras terão cinco dias a mais de prazo para o recolhimento dos tributos federais, medida tomada pelo governo federal para minorar os efeitos da crise econômica global nos setores produtivos dentro do País.

De acordo com o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), Gilberto Luiz do Amaral, a notícia irá gerar uma economia mensal de R$ 320 milhões para as empresas brasileiras. Amaral considera que, neste momento de dificuldade de vendas, captação de recursos e aumento dos juros, a ampliação do prazo em cinco dias para o recolhimento do PIS e da COFINS e de 10 dias para o IPI, INSS e Imposto de Renda na fonte será um alívio no custo financeiro dos setores produtivos, correspondendo a aproximadamente 1% do montante mensal arrecadado com estes tributos, que é de R$ 32 bilhões.

“As empresas, em face de ter que pagar os tributos antes do recebimento do seu prazo médio de vendas que é de 45 dias, acabam tendo um custo financeiro para o recolhimento dos impostos e contribuições, necessitando captar estes recursos junto ao mercado financeiro. Como os juros se elevaram significativamente, este custo passou para 3% ao mês. A prorrogação do prazo de recolhimento aliviará um pouco o seu fluxo de caixa, possibilitando uma economia importante e também que R$ 320 milhões de reais sejam direcionados ao fortalecimento de suas atividades”, finalizou o tributarista.

A notícia ecoou de forma positiva no setor de transporte de cargas. O presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP) Francisco Pelucio, em editorial publicado no site da entidade, apóia a medida, mas considera que o Fisco deve tomar outras medidas de desoneração dos tributos para as empresas do setor. “Essa prorrogação anunciada pelo governo auxiliará no capital de giro das empresas, mas não é a solução. Outras medidas, ainda mais significativas, precisam ser tomadas para que o país supere essa crise internacional sem maiores conseqüências”, diz Francisco Pelucio em seu texto aos associados.

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