TAM e Gol investirão US$ 12,3 bilhões no longo prazo para aumentar frota própria

Empresas temem alta do dólar e querem fugir do leasing operacional, aumentando o número de aeronaves próprias em suas frotas

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As maiores companhias aéreas do País, TAM e Gol, adotaram estratégias parecidas para não sofrer com a esperada queda de demanda e alta do dólar decorrentes da crise mundial. De acordo com os presidentes das empresas, a idéia é aumentar o número de aeronaves próprias em sua frota, reduzindo as que foram adquiridas por meio de leasing operacional (aluguel sem opção de compra).

Hoje, as frotas das duas empresas têm mais da metade das aeronaves em leasing operacional e as companhias decidem investir um total d e US$ 12,3 bilhões nos próximos 10 anos para aumentar a proporção de aeronaves próprias.

O leasing operacional, um aluguel sem opção de compra, é mais recomendado para um cenário de dólar barato e crescimento robusto do fluxo de passageiros. Como a demanda nos últimos anos estava aquecida, e as encomendas que as duas companhias possuem junto aos fabricantes Boeing e Airbus levariam muito tempo para chegar, elas aumentaram a oferta no curto prazo por meio de contratos de leasing operacional.

Somente a TAM vai desembolsar US$ 6,9 bilhões até 2018 na renovação e ampliação de frota, conta o presidente da companhia, David Barioni Neto. A Gol, por sua vez, vai aplicar US$ 5,4 bilhões até 2014, estima o presidente da empresa, Constantino de Oliveira Júnior.

Tanto TAM quanto a Gol (que está unificando operações com a Varig) descartam aumento significativo em sua malha de vôos domésticos no ano que vem. Para o internacional, somente a TAM planeja agregar mais um novo vôo, para a África do Sul ou Europa. Com informações d’ O Estado de São Paulo.

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