ANTAQ defende hidrovias e intermodalidade em reunião com comitiva do Corredor Centro-Norte

Fialho apontou que estados como Tocantins e Mato Grosso precisam da implementação das hidrovias para assegurar a competitividade internacional de sua produção

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O diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, defendeu que o transporte hidroviário é a alternativa logística ideal para o escoamento da produção agrícola brasileira. Fialho recebeu, nesta terça-feira (21), na sede da Agência, em Brasília, uma comitiva do Corredor Centro-Norte, representada por integrantes do governo de Tocantins, da Ferrovia Norte-Sul, e de empresas privadas, entre outras autoridades.

Fialho apontou que estados como Tocantins e Mato Grosso precisam da implementação das hidrovias para assegurar a competitividade internacional de sua produção. “O transporte por hidrovias é mais barato. Economizando com frete, por exemplo, esse dinheiro fica com o produtor. As hidrovias são importantes para esses estados, mas também para o Brasil”, explicou.

O diretor-geral ressaltou que a ANTAQ vem trabalhando em defesa da intermodalidade. “Não criticamos os outros modais. A questão é que os modais precisam de uma integração. Eles devem se complementar. Cada modal deve ser utilizado corretamente. Por exemplo, em trechos de longa distância, o mais viável é o transporte hidroviário. Mas em percursos de até 300km, o transporte rodoviário pode ser usado perfeitamente”, frisou.

O superintendente de Navegação Interior da ANTAQ, Alex Oliva, também participou da reunião. Ele informou à comitiva do Corredor Centro-Norte que o acordo de cooperação-técnica assinado recentemente pela ANTAQ e pela Agência Nacional de Águas (ANA) já tem gerado avanços em defesa das hidrovias.

Entre os avanços estão a elaboração de uma mapa com informações de recursos hídricos, de hidrovias e de recursos energéticos, pois a concepção do material também conta com a participação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “Trata-se de uma ferramenta importante para percebermos onde pode ser desenvolvido o uso múltiplo das águas. As águas devem servir para irrigação, produção de energia e para a navegabilidade”, citou Alex Oliva.

O superintendente informou que, depois da assinatura desse convênio, a ANA convidou a ANTAQ para participar dos Comitês de Bacias Hidrográficas. “Não somos membros desses comitês, mas estamos sendo convidados para participar da discussão e defender as hidrovias e o uso múltiplo das águas”, ressaltou.

Fernando Fialho e Alex Oliva informaram, ainda, que, recentemente, a diretoria da ANTAQ visitou os Ministérios dos Transportes, da Agricultura, do Meio Ambiente, do Planejamento e a Casa Civil, entre outros órgãos, para defender que as hidrovias são uma opção mais barata de transporte, além de poluir menos a atmosfera em relação aos outros modais.

De acordo com Fialho, “os ministros viram de uma forma muito positiva o transporte por hidrovias. Tanto é que foi constituído um grupo de trabalho, capitaneado pela ANA, para rever o planejamento estratégico do governo federal em relação ao uso múltiplo das águas”, concluiu.

ECLUSA NO PAC

O vice-governador do Tocantins, Paulo Sidnei (PP-TO), que participou da reunião na ANTAQ, disse que o governo estadual tem grande interesse em viabilizar a implantação da Hidrovia do Tocantins. Sidnei lembrou que o estado está trabalhando para incluir a eclusa de Lajeado no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e informou que está sendo pensado um desvio no rio como alternativa à construção da Usina de Estreito, que não deve sair imediatamente. Sidnei também garantiu que o governo do estado dará todo apoio à ANTAQ na viabilização da hidrovia.

Também presente à reunião, o superintendente federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) no Tocantins, Jalbas Manduca, propôs que as bancadas do Mato Grosso e de Goiás no Congresso também se integrem ao esforço pela agilização da construção da eclusa de Lajeado. Segundo ele, a implantação da hidrovia é importante não só para o escoamento da produção do Pará e do Tocantins, mas também de Goiás e Mato Grosso.

A reunião na ANTAQ também teve a participação do diretor de Logística da transportadora multimodal Caramuru Alimentos, Pedro Balan, do gerente-geral da Ferrovia Norte Sul, Eduardo Calléia Junger, do ex-senador por Tocantins, Carlos Patrocínio, e do representante da Companhia Nacional de Habitação (Conab), Francisco Olavo, entre outros. Pela Agência, além do diretor-geral e do superintendente da Navegação Interior, participaram, entre outros, os gerentes de Desenvolvimento e Regulação e de Fiscalização da Navegação Interior, Adalberto Tokarski e Luiz Eduardo Alves.

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