Taxistas em 11 cidades já aceitam pagamento por celular

Uma revolução silenciosa está acontecendo nas ruas de algumas cidades brasileiras. A maioria das pessoas desconhece, mas funcionários de pelo menos 90 empresas brasileiras já utilizam o celular para pagar as corridas de táxi

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Cerca de 90 empresas brasileiras já utilizam o celular para pagar corridas de táxi; paulista Wappa, criada com aporte de fundos de capital de risco, é pioneira na implantação do serviço.

Uma revolução silenciosa está acontecendo nas ruas de algumas cidades brasileiras. A maioria das pessoas desconhece, mas funcionários de pelo menos 90 empresas brasileiras já utilizam o celular para pagar as corridas de táxi. A pioneira na implantação do pagamento via celular (mobile payment) foi a paulistana Wappa, empresa criada com aporte dos fundos de capital de risco MVP Tech Fund e Reif-Fiee, que começaram a operar em 2006 e têm entre os cotistas instituições como Sebrae, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O M-Payment, como é conhecido, elimina boletos de papel e proporciona maior controle das despesas e agilidade de processos internos para clientes e credenciados. A Wappa já possui 40 empresas de táxi cadastradas em 11 estados brasileiros, com cerca de 7,5 mil taxistas credenciados. Segundo o diretor da empresa, Paulo Pinho, no início a dificuldade foi dar treinamento aos taxistas. “Havia um preconceito grande na utilização do sistema, já que ele corrigia determinados vícios como, por exemplo, a troca do boleto antecipadamente com desconto”.

No sistema da Wappa, o motorista dispõe de uma ordem de serviço gerada no fim da corrida. Com uma senha ele confirma os dados desse serviço com a central, sabendo exatamente quanto vai receber. Segundo Pinho, o sistema utiliza o SMS (mensagem de texto por celular). “Montamos um sistema que dispensa investimentos com hardware e POS (máquina de cartão de débito e crédito) dentro do carro do taxista”, diz.

Ao concluir a corrida, o usuário, com o celular habilitado, cria uma mensagem de texto com o número da empresa de táxi (cada uma tem o seu código), do carro, da senha de quatro dígitos e do valor da corrida. Esse SMS é enviado para um determinado número que a Wappa mantém na operadora. A empresa de telefonia recebe o SMS e autoriza o pagamento. Quem paga o SMS é a Wappa, que repassa os valores para a operadora conforme pacote de dados contratado. E ela ganha com as taxas de administração de seus clientes.

Outra vantagem do sistema é que ele permite liberdade de escolha da empresa de táxi, o que em São Paulo pode ser uma grande vantagem em função de os veículos ficarem horas presos em congestionamentos. O sistema elimina também o preenchimento errado dos boletos, o que muitas vezes atrasa o pagamento da empresa de táxi. A maioria das empresas é cooperativa de táxi e, por isso, precisam receber o pagamento para repassar aos seus cooperados.

Com a solução, é possível aos clientes terem relatórios gerenciais via web, todos com análises de custos e gráficos de utilização do transporte. Eles podem aumentar seus limites de crédito também pela internet e terem acesso à rede de táxi no País todo com descontos previamente acordados.

A Wappa deverá em breve, segundo Pinho, fazer parcerias com redes de combustíveis. “Um dos problemas que os motoristas enfrentam é precisar de dinheiro para colocar combustível. Com um relatório de créditos e a parceria, os taxistas poderão descontar seus créditos nos postos credenciados”. Além disso, a Wappa quer levar o M-Payment para as farmácias, restaurantes, supermercados, entre outros.

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