Projetos levam Pecém para rol dos maiores do País

Localizado no município de São Gonçalo do Amarante, a 60 quilômetros de Fortaleza, o moderno terminal já nascera, em 2002, com o destino dos grandes

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Investimentos da ordem de US$ 12 bilhões devem ampliar o Terminal Portuário do Pecém e transformá-lo em um dos maiores portos do Brasil. Com a assinatura do “protocolo de entendimentos para a instalação de uma refinaria Premium”, compromisso firmado entre Petrobras e Governo do Estado, o local espera a injeção de US$ 11 bilhões. Outro montante de US$ 1 bilhão deve chegar da parceria entre Vale e Dongkuk Steel Mill Company, que negociam a siderúrgica. A expectativa do diretor da CearáPortos (administradora do terminal), Francisco Humberto Castelo Branco, é que a siderúrgia inicie a operacionalização em 2012 e a refinaria, dois anos depois.

Localizado no município de São Gonçalo do Amarante, a 60 quilômetros de Fortaleza, o moderno terminal já nascera, em 2002, com o destino dos grandes. De acordo com o site oficial do porto – www.cearaportos.ce.gov.br -, “são os seguintes os produtos previstos para serem movimentados nas instalações do terminal: transporte de matérias-primas siderúrgicas, tais como o minério de ferro; transporte de produtos siderúrgicos acabados, como chapas planas e bobinas; transporte de fertilizantes e cereais a granel; transporte de containers e transporte de graneis líquidos e gasosos”.

Mas o “vai-não-vai” das negociações para a implantação das propagadas siderúrgica e refinaria quase muda o destino do porto do Pecém. Quase. Segundo destacou a Agência Estado, “o terminal foi obrigado a se remodelar para atender à demanda de cargas gerais e contêineres e ser incluído na rota marítima internacional de navios de grande porte”. Agora, em par com a siderúrgica prometida pela Vale e a Dongkuk Steel, Francisco Humberto Castelo Branco espera também a transferência do parque de tancagem de combustíveis do Porto de Mucuripe para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, já anunciada pelo ministro Pedro Brito (Secretaria Especial de Portos).

Um dos diferenciais do porto de Pecém e que favorece a referida transferência é o calado natural de 16 metros, no ranking dos maiores do País. Desse forma, é possível a atracação de navios de grande porte, como os post-panamax, que têm custo de transporte menor que os navios mais antigos. Ainda assim, contrapõe a Agência Estado, o moderno terminal trabalha, hoje, com apenas 45% da capacidade. (O Povo)

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