Paranaguá já é o segundo porto em movimentação de contêineres do país

Para o governador Roberto Requião, foi uma boa oportunidade do Paraná e do Brasil conhecerem a realidade da Administração dos Portos de Paranaguá e de Antonina (Appa)

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A estrutura dos terminais, a agilidade e a qualidade das operações e a condição do Porto de Paranaguá como porto público foram destacadas por empresários de diversos setores durante a Escola de Governo desta terça-feira (02), realizada no auditório do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Para o governador Roberto Requião, foi uma boa oportunidade do Paraná e do Brasil conhecerem a realidade da Administração dos Portos de Paranaguá e de Antonina (Appa).

A possibilidade de exportação de diversos tipos de álcool armazenados no terminal público inaugurado recentemente pelo governo do Estado, por exemplo, foi ressaltada pelo representante da Pasa e da Álcool Paraná, Ricardo Albuquerque Rezende. As empresas exportam o produto e também açúcar pelo porto. “Paranaguá é um dos portos mais eficientes do mundo no que se refere ao envio do produto. Dos 61 navios embarcados por nós no ano passado no Paraná, 58 receberam prêmio por antecipar o embarque”, salientou.

Bons resultados também têm sido alcançados no setor de importação de sal grosso a granel, que serve de matéria-prima para empresas que refinam o produto. “Nós nunca tivemos uma ligação tão forte com a Appa como com a atual administração”, disse o gerente industrial Itamar Abreu Fialho, da Romani/Sal Diana, organização que opera há quase 50 anos no porto. Para Fialho, os investimentos feitos pela superintendência foram essenciais, sobretudo na concretagem das vias de acesso.

Além disso, empresas que atuam com exportação e importação de fertilizantes têm tido benefícios com a evolução da Appa. “Nós estamos animados com o que está acontecendo no Porto de Paranaguá. A obra de pavimentação do acesso a ele, por exemplo, foi algo simples, singelo, mas que melhorou muito as condições da região e não teria sido feita pela iniciativa privada porque não traria retorno”, afirmou Hélio Figueiredo Freire Filho, diretor-superintendente da Rocha Top, empresa centenária que responde pela metade da importação de fertilizantes no país.

Contêineres – A colocação de Paranaguá como o segundo porto em movimentação de contêineres foi mencionada pelo diretor do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), Juarez Moraes e Silva, que também preside a Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (Abratec). “Em 2007, o porto teve o maior crescimento do país na área. O número verificado foi de 21% contra 7% da média nacional”, relatou.

Moraes fez um histórico da migração das cargas para contêiner e também do aumento da capacidade dos navios que levam estas cargas. Ele destacou que 70% das mercadorias já migraram para os contêineres, que carregam desde congelados até soja orgânica e fertilizantes. O executivo defendeu a gestão pública dos portos e mostrou que os 13 terminais de contêineres de uso público que operam no Brasil já investiram nos últimos 10 anos mais de R$ 1 bilhão, patrimônio que será revertido à União ao final dos contratos de arrendamento.

Paranaguá também tem se firmado como uma das melhores opções para embarque e desembarque de veículos, com a movimentação de 1.200 automóveis num período de seis horas. “Nós operamos mais rápido que outros locais e com valores mais atrativos. Acreditamos que com o novo pátio que Paranaguá deverá ter em breve, o volume deverá crescer de 50% a 60%”, concluiu Jorge Maurício de Lemos, da Marcon, operadora de cargas gerais e veículos. Em 2002, o Porto de Paranaguá movimentou pouco mais de 60 mil veículos. No ano passado, o número passou para 165 mil unidades.

BOX – Comunidade é beneficiada por ações dos portos

As ações da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) também têm beneficiado a população dos dois municípios onde suas estruturas estão localizadas. O presidente da Câmara Setorial do Comércio Varejista da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Paranaguá (Aciap), Kalil Hamud, destacou a importância do porto local para a realidade da cidade.

“O município tem cerca de 500 empresas de comércio varejista e atacadista que trabalham em função das operações portuárias. Um total de 50% das pessoas economicamente ativas são mantidas pelos bons resultados dele”, afirmou. Hamud também destacou a importância da construção do Distrito Industrial Alfandegado, que vai abrigar 30 empresas não-poluentes e gerar cerca de 3 mil empregos.

Já Antonina foi contemplada com a reforma do atual Centro Estadual de Educação Profissional Brasílio Machado, que faz parte da história do Paraná por ser a segunda mais antiga escola do Estado. Atualmente, a instituição oferece três cursos técnicos, um deles inédito no país: técnico-portuário.

“Era triste ver um prédio histórico totalmente abandonado e esquecido por administrações anteriores. Mas, a sociedade se organizou para não fechar a escola e o superintendente da Appa, Eduardo Requião, abraçou a causa. Com recursos da autarquia, ele não mediu esforços para recuperar o prédio”, contou a professora Sueli Nico Pinheiro da Veiga, diretora do local.

“Hoje, a Administração tem grande parcela no aumento bibliográfico do Centro e colabora com a montagem de um laboratório de meio ambiente, entre outras ações”, finalizou.

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