MRS inaugura operações com locomotivas de corrente alternada no Brasil

Empresa recebeu as primeiras unidades do equipamento de um total de 65 locomotivas de corrente alternada: manutenção mais simples e maior tração são diferenciais

Maersk recebe o maior navio porta-contêiner do mundo
Ford retomará Série F no Brasil e inicia produção dos Cargo extrapesados
Os astros de março

A MRS Logística recebeu nesta terça-feira, 16 de setembro, as primeiras 19 locomotivas de corrente alternada a operar no Brasil. Este lote faz parte de um total de 65 locomotivas de corrente alternada previstos para entrega até dezembro de 2008, sendo destas oito fabricadas no Brasil.

Fabricadas nos Estados Unidos, as 19 locomotivas de modelo GE AC-44I que desembarcaram no Porto do Rio de Janeiro, as novas locomotivas de corrente alternada (AC) têm diversas vantagens sobre os equipamentos de corrente contínua, apesar do custo inicial mais alto.

As máquinas AC conseguem manter um nível de tração maior em baixa velocidade, facilitando manobras em terrenos íngremes, e contam com manutenção mais simples, o que aumenta a disponibilidade das locomotivas.

A MRS realizou estudos sobre a viabilidade econômica destas locomotivas e chegou à conclusão de que os equipamentos AC valem a pena. ”As  locomotivas AC têm potência de 4.400 HP e seu grande diferencial está em como essa potência é transformada em tração. Ao contrário das máquinas de corrente contínua, que possuem um limite mínimo de velocidade para manter  o esforço trator, as locomotivas de corrente alternada mantêm os níveis desse esforço trator mesmo em velocidades mais baixas da composição.

O esforço de frenagem dinâmica também está plenamente disponível nessas baixas velocidades. Em alguns casos, como no auxílio, empurrando trens em rampas muito íngremes, conseguiremos substituir até quatro  máquinas de corrente contínua, utilizadas hoje, por duas ACs em uma mesma composição ferroviária. É um grande ganho. Além disso, a manutenção destes equipamentos é mais simples, gerando maior disponibilidade pois, para alguns componentes, o desgaste presente nas locomotivas de corrente contínua, simplesmente não existe nas ACs”, explica Gustavo Monasterio, gerente Corporativo de
Engenharia de Manutenção da empresa.

Os primeiros estudos sobre a utilização das locomotivas AC na MRS nasceram em um projeto de conclusão do curso de Pós-Graduação em Engenharia Ferroviária que a Empresa oferece para seus colaboradores, em parceria com o Instituto Militar de Engenharia (IME). Seu autor, Ênio Gomes da Silva Jr, já foi Maquinista,  Instrutor e, hoje, integra a equipe da Engenharia de Locomotivas. Mais um exemplo de que a MRS é uma Empresa que investe em seus colaboradores, em pesquisa e no potencial de crescimento e de inovação da ferrovia brasileira.

COMMENTS