Importações de aeronaves aumenta mais de 7.000%

O desempenho rendeu o valor total de US$ 16.688.973, passando a representar 1,6% das importações cearenses

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O setor de aeronaves, que nos primeiros oito meses do ano passado representava 0% das importações, movimentando apenas US$ 218.094, obteve aumento de 7.552,2% para o mesmo período em 2008. O desempenho rendeu o valor total de US$ 16.688.973, passando a representar 1,6% das importações cearenses. Os dados constam da pesquisa Ceará em Comex, relatório sobre a balança comercial cearense, divulgado ontem pelo Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).

De acordo com o superintendente de CIN, Eduardo Bezerra Neto, as compras feitas pela Petrobras, por empresários cearenses e pelo Governo do Estado foram os principais responsáveis pelo aumento nesse setor. “No caso da Petrobras, a compra foi feita para ser utilizada na plataforma de Paracuru. No caso do Governo do Estado, a demanda de aeronaves foi destinada para compra de helicópteros de vigilância. O restante, basicamente, foram aquisições feitas pelos empresários de maior potencial no Estado. Enfim, são compras pontuais”, observou.

Motores

Outra alta nas importações cearenses também chama atenção. É o segmento de motores e geradores elétricos, que teve aumento de 1.828,7% em 2008, em relação ao mesmo período do ano passado. As compras, de 2007 para 2008, passaram de US$ 4,88 milhões para US$ 94,03 milhões. Agora, esse setor representa 9% das importações cearenses. Em 2007, no mesmo período, significava apenas 0,6%. Em relação ao cenário projetado para o restante do ano, o superintendente é cauteloso, principalmente em virtude do agravamento da crise norte-americana. “É necessário ter um olhar positivo em relação ao passado e colocar um olhar de incertezas para o futuro”, diz ele.

Lembrando que, nos primeiros oito meses do ano, o Ceará não conseguiu acompanhar o crescimento das exportações e importações do País. Com isso, a balança comercial fechou com déficit de US$ 208,3 milhões – puxados por US$ 1,041 bilhão de importações e US$ 832 milhões em exportações. Mesmo exportando 12,9% a mais que mesmo período do ano passado, o Estado ficou longe do desempenho do Nordeste (22,5%) e do País (27,7%). Enquanto isso, as importações cearenses apresentaram alta de 33,4%. (O Povo)

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