Ford utilizará crédito de ICMS para expandir fábrica

A montadora não revela o valor do crédito que tem a receber de um total de R$ 6,8 bilhões que, segundo o governo do estado de São Paulo, serão concedidos às montadoras nos próximos dois anos

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A Ford do Brasil vai utilizar os créditos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para ampliar a capacidade da fábrica de motores em Taubaté, no interior de São Paulo, que completou ontem a produção de 2 milhões de unidades do motor Zetec RoCam. A montadora não revela o valor do crédito que tem a receber de um total de R$ 6,8 bilhões que, segundo o governo do estado de São Paulo, serão concedidos às montadoras nos próximos dois anos por meio do Programa de Incentivo ao Investimento pelo Fabricante de Veículo Automotor (PróVeículo).

Segundo Rogelio Golfarb, diretor de assuntos governamentais da Ford para a América do Sul, a montadora já utilizou mais de R$ 320 milhões de crédito de ICMS para o lançamento no novo Ka e a ampliação da fábrica de caminhões de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. “E ainda temos um volume grande para utilizar”, destacou Golfarb.

Na fábrica de Taubaté a Ford está investindo R$ 600 milhões para ampliar a capacidade e incluir a produção de uma nova família de motores, denominada Sigma, a partir de 2010. Serão motores de altíssima geração, que fazem parte da plataforma global da montadora”, destacou o diretor da Ford.. “Os novos motores serão mais leves, de maior potência, com menor nível de ruído e preparado para atender as normas de emissões de poluentes e é um desenvolvimento mundial que contou com a participação da engenharia brasileira”.

Segundo Golfarb, a nova família de motores permitirá à empresa dobrar a capacidade de produção dos atuais 280 mil para 560 mil motores por ano. “Além de equipar os automóveis fabricados no Brasil, a nova família de motores vai garantir maior competitividade para a Ford no exterior, pois terão referências na qualidade e eficiência”, disse Golfarb.

Além de 280 mil motores por ano, a fábrica de Taubaté também produz anualmente 440 mil transmissões em três turnos.

Esta unidade, que emprega 1.600 funcionários, também faz componentes de chassis para automóveis e caminhões e fundição de cabeçote de alumínio para o motor. O diferencial desta fábrica é o conceito flexível de produção, que permite a troca instantânea de modelos nas linhas de usinagem e montagem.

Desde a sua inauguração em 1967, a fábrica de Taubaté já produziu mais de 4,4 milhões de motores. Só do modelo OHC 2.3L, foram mais de 2 milhões de unidades, sendo que mais de 1,5 milhão de motores foram destinados aos EUA, para equipar o Ford Mustang.

Com um mercado automotivo crescente e economia estável, o Brasil, segundo Golfarb, tem fundamentos fortes para avalizar investimentos. “Apesar da forte pressão inflacionária no mundo, os níveis de investimentos no Brasil continuam elevados. As reservas do País somam mais de US$ 200 bilhões e os investimentos estrangeiros devem superar os US$ 34 bilhões, o que coloca o Brasil numa situação favorável”, comentou Golfarb.

“No setor automotivo o Brasil é hoje o sexto produtor de veículos e, para a Ford o País é o terceiro mercado em vendas, superando a Alemanha. Em primeiro estão os EUA e em segundo o Reino Unido”, disse Golfarb. (Sonia Moraes – Gazeta Mercantil)

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