TCU aponta falhas no controle aéreo que “podem comprometer a segurança”

Foram, basicamente, três grupos de problemas encontrados na auditoria feita pelo TCU

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Brasília – O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou um relatório que apontou 13 problemas no sistema X-4000, utilizado no controle do tráfego aéreo. O relatório confirma muitas das denúncias feitas por controladores de vôos e afirma que as falhas encontradas “podem comprometer, de modo isolado ou em conjunto com outros fatores, a segurança dos vôos”.

Foram, basicamente, três grupos de problemas encontrados na auditoria feita pelo TCU, divulgada ontem (20). O primeiro é operacional, com falhas como duplicação de alvos, perda de contato, e aparição de alvos falsos na tela dos controladores; travamento do X-4000; e dificuldades no tratamento de informações falsas que entram sistema.

O segundo grupo é de falhas na manutenção do sistema, como falta de peças de reposição e descumprimento do contrato de manutenção do sistema pela Fundação de Aplicações Críticas Atech.

O terceiro conjunto é de problemas na funcionalidade, como a não apresentação de informações importantes para o controle de vôo, informações imprecisas nos controles de aproximação do Rio de Janeiro e de São Paulo, mudança automática no nível de vôo sem determinação do controlador e falta de integração do X-4000 com o sistema de gerenciamento das torres de controle.

Um quarto bloco é de deficiências no treinamento dos usuários, como a falta de padronização na forma como os controladores são formados e orientados a utilizar o X-4000.

Também foram encontrados problemas como indícios de ato antieconômico na contratação do serviço de manutenção com a Atech, carência de recursos humanos para dar suporte ao sistema e interferências no sinal de rádio

No relatório, o TCU recomendou ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), órgão vinculado ao Ministério da Defesa e gestor do sistema de visualização do radar X-4000, que adote as ações necessárias para minimizar as falhas encontradas, “para garantir a segurança e acelerar o fluxo de aeronaves no espaço aéreo, reduzindo os riscos de acidentes e a ocorrência de atrasos”.

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