Passagem deve subir mais no 2º semestre, diz TAM

Segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas), o preço das passagens aéreas no mercado doméstico subiu 16,28% de janeiro a julho

Limite de carga horária aos motoristas gera polêmica em audiência pública nas CAS
Anac decide proibir vôos internacionais de jatos executivos em Congonhas
Wilson, Sons Logística assina contrato com CSN

SÃO PAULO, 15 de agosto de 2008 – O cenário de demanda aquecida no mercado de aviação doméstico não deverá resultar em preços mais baixos para o consumidor no segundo semestre. O vice-presidente de Finanças e diretor de Relações com Investidores da TAM, Líbano Barroso, afirmou ontem que mesmo com preços mais altos a taxa de ocupação da TAM em agosto foi mais alta do que a de igual mês do ano passado.

De janeiro a julho deste ano, a demanda no mercado doméstico cresceu 10%, de acordo com dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). No mercado internacional, a alta no período chega a 37,6%.
Segundo Barroso, em agosto, mês tradicionalmente de desempenho mais fraco, a taxa de ocupação no mercado doméstico está entre 68% e 70%, e, nos vôos internacionais, acima de 80%. “O resultado no mercado doméstico foi acima da nossa expectativa”, disse. A companhia estima que o mercado como um todo terá um crescimento da ordem de 20% em agosto na comparação com igual período do ano passado.

Segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas), o preço das passagens aéreas no mercado doméstico subiu 16,28% de janeiro a julho. Nos 12 meses encerrados em julho, a alta de preços é de 44,66%. Na primeira semana de agosto, os bilhetes ficaram 0,19% mais caros.

“O crescimento da economia estimula a demanda por viagens no mercado doméstico e no exterior. O dólar barato também favorece as viagens internacionais. Do lado das empresas, elas estão sendo pressionadas pela alta do querosene de aviação”, afirma André Braz, economista da FGV. Segundo cálculos do Snea (Sindicato Nacional de Empresas Aeroviárias), o combustível já subiu 36,38% até o dia 1º deste mês.

A TAM já havia informado que realizaria um aumento no “yield” (dado de referência do setor que significa o preço pago pelo cliente por quilômetro voado) de 7% no mercado doméstico e de 5% no internacional, em dólar no ano.

De abril a junho, o “yield” no mercado doméstico ficou em R$ 0,2723, um resultado 17,9% maior do que o do primeiro trimestre e 22,4% superior ao do segundo trimestre de 2007. O “yield” consolidado da Gol e da Varig no primeiro semestre foi de R$ 0,207, e a tarifa média ficou em R$ 210,20.

Compensação

Para compensar o aumento dos custos com petróleo, a TAM afirma que reduzirá os gastos com outros itens. A empresa tem como meta uma redução de 7% nessas despesas, mas, no primeiro semestre, o percentual de redução ficou em 4,5%. Segundo Barroso, o uso de aviões mais eficientes, com a retirada dos Fokker-100 da frota e a substituição de MD-11 por Boeings-777, permitirá que a empresa cumpra as metas.

Questionado sobre a proposta da Anac de liberação dos preços de passagens em vôos para o exterior, o presidente da TAM, David Barioni, afirmou que os céus abertos são uma tendência, mas que é preciso levar em conta o custo Brasil. “Nossa carga tributária é 30 pontos percentuais maior do que a da Europa”, disse. (Folha de S. Paulo)

Link para a matéria

COMMENTS