Logística dos grandes já é terceirizada no Brasil

Em 81% dos casos, o objetivo dessa opção é a redução dos custos

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Rio de Janeiro, 11 de Agosto de 2008 – As maiores empresas do Brasil mantêm um índice de terceirização de serviços de logística – sejam nas atividades inboud ou outbound – – semelhante ao dos Estados Unidos e Europa, na casa dos 91%, principalmente no que diz respeito ao o item transporte. Em 81% dos casos, o objetivo dessa opção é a redução dos custos. No entanto, apenas 57% delas têm alcançado a meta, com uma economia média de 13%. Estes e outros dados, levantados junto a 115 empresas dentre as de maior faturamento no País em 19 setores da economia, foram colhidos entre março e maio pelo Instituto Coppead de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro e serão apresentados no XIV Fórum Internacional de Logística, nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro.

A partir dos dados da pesquisa, Paulo Fleury, professor do Coppead e coordenador do estudo, estima que a terceirização já implica numa redução média de 13% nos custos das empresas, o que representaria um ganho de eficiência no País estimado em R$ 20 bilhões por ano.

Segundo o levantamento, 73% das empresas também buscam, ao terceirizar, uma melhoria de eficiência operacional. No total de seus orçamentos para logística, os recursos destinados às empresas prestadoras de serviços já chegam a 63%. “Isso está gerando muitas oportunidades de negócios em todo o País”, comenta Maria Fernanda Hijjar, responsável pela Área de Inteligência de Mercado do Centro de Estudos em Logística do Coppead. O setor, informa ela, tende a crescer. “O mercado formal de prestadores de serviços de logística foi calculado em R$ 21,7 bilhões pela revista Tecnologística em 2006. E ele deve crescer, no mínimo, para acompanhar o ritmo de expansão da economia brasileira”, informa a especialista. Isso porque pelo menos 48% das organizações consultadas pretendem ampliar o grau de terceirização; e 36% informam que essa pretensão é parcial (possivelmente, restrita a apenas algumas áreas da empresa).

(Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 2)(Ana Cecilia Americano)

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