Comissão de Infra-Estrutura aprova novo diretor da Anac

Cláudio Simão disse que as exigências para vôos no Brasil são até maiores que em muitos países desenvolvidos

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A Comissão de Serviços de Infra-Estrutura do Senado aprovou nesta quarta-feira (27), por 17 votos a favor e 3 contra, o nome do engenheiro da reserva da Aeronáutica Cláudio Passos Simão para o cargo de diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Ele foi sabatinado antes pelos senadores da comissão e recebeu elogios por seu extenso currículo. O senador Jayme Campos (DEM-MT) chegou a afirmar que, se no passado o governo tivesse indicado “pessoas de tal quilate” para a Anac, o Brasil “talvez não tivesse enfrentado um apagão aéreo”.

Em sua exposição, Cláudio Simão disse que as exigências para vôos no Brasil são até maiores que em muitos países desenvolvidos. Questionado pelo relator de sua indicação, senador Renato Casagrande (PSB-ES), o engenheiro garantiu que “a Anac de hoje é outra”, referindo-se à época do “apagão” de 2007. Entre outras coisas, a agência realizou concurso e contratou pessoal para fiscalização.

O engenheiro só não soube responder a uma pergunta do presidente da Comissão de Infra-Estrutura, senador Marconi Perillo (PSDB-GO), que queria saber as razões do pedido de exoneração de Allemander Pereira Filho, a quem Cláudio Simões substituirá na Anac. Cláudio Simão já ocupou postos no Centro Técnico Aeroespaciale, desde abril de 2006, é gerente-geral de Certificação de Produtos Aeronáuticos da própria Anac.

No geral, senadores questionaram dificuldades de comunicação de aeronaves com torres de controle na Amazônia e no Centro-Oeste, como fez Jayme Campos (DEM-MT). Eles também reclamaram da precariedade dos aeroportos e dos atrasos que as torres de controle vêm impondo aos aviões depois que as portas são fechadas.

– Nesta semana, o avião que tomei teve de esperar na pista mais de 50 minutos para receber autorização para levantar vôo – disse Heráclito Fortes (DEM-PI).

O senador Lobão Filho (PMDB-MA) disse que, das cem pistas de pouso do Maranhão, só 90 estão livres de interdição. Já o senador José Maranhão (PMDB-PB) criticou os cortes de verbas federais para a Aeronáutica, enquanto Gilberto Goellner (DEM-MT) pediu maior rigor na manutenção de aeronaves.

O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) se disse inconformado com a possibilidade de o Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, voltar a ser usado por grandes aviões, prejudicando o afastado Aeroporto de Confins. Para ele, o Aeroporto da Pampulha tornou-se perigoso para aviões de porte. (Eli Teixeira / Agência Senado)

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