Azul em momento de transpiração

Miguel Dau mostra no Conotel como a empresa está se preparando

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RIO DE JANEIRO – Foi uma primazia para os hoteleiros congressistas do Conotel que na série sobre empreendedorismo, puderam ter, na sessão de encerramento do 50o. Conotel, informes detalhados de como está a preparação e objetivos gerais da nova empresa aérea que decola no início do ano que vem.

Miguel Dau, diretor de operações da Azul, afirmou que a companhia “será uma inovação que trará impulso à atividade no Brasil” e garantiu que ela será diferente, com um produto superior.

Entre novidades que os passageiros terão, tv ao vivo em cada assento, configuração de poltronas 2 e 2, sem o assento do meio, lanches diferenciados, programa de milhagem e alta tecnologia em todos os detalhes, das reservas via web ao check-in. O sistema de reservas deverá ser iniciado entre novembro e dezembro.

O otimismo do processo que está sendo montado detalhadamente tem base nos estudos realizados e que mostram um crescimento a ser triplicado nos próximos 20 anos. “Um espaço enorme para ser preenchido e desenvolver a atividade do transporte aéreo brasileiro”.

Mostrando números e planilhas, Dau explicou que o Brasil, como país continental, tem 200 aeronaves para atender uma população de 190 milhões, enquanto nos Estados Unidos são 5 mil aeronaves voando para uma população de 280 milhões. “O mercado brasileiro de público viajante aéreo pode crescer quatro vezes mais”.

A Azul terá 20 aviões Embraer para a ligação de 15 cidades com o transporte de 2,5 milhões de clientes em vôos diretos, desenvolvendo o mercado. A primeira turma de pilotos já está formada e serão mais de 300 funcionários quando a empresa iniciar operações em janeiro. Espaços em aeroportos – como Congonhas – já foram solicitados para a Anac, mas não haverá prioridade para os hubs atualmente congestionados. “A Azul vai diversificar, inovar será uma característica da companhia”.

Para justificar o que pretende e promete a Azul, o comandante indicou o empreendedorismo de David Neeleman ao constituir a nova empresa do Brasil, depois dos êxitos no mercado norte-americano com a JetBlue e anteriores. “A Azul surge da visão de um empreendedor com histórico, que desenvolveu os e-tickets (bilhete aéreo eletrônico) e o sistema de reservas Navitare, adotado por grandes empresas low cost.

Para constituir a empresa, foram atraídos US$ 200 milhões de investimentos, o maior projeto da aviação que reverterá em uma empresa que nasce para ser a terceira força, que vai oferecer o melhor preço sem guerra tarifária, e serviços sem escalas de alta qualidade, superiores aos já existentes.
“Vamos desenvolver e priorizar o vôo ponto a ponto”, foi outra de suas afirmações, completando que a Azul terá uma entrada impactante no mercado. “Tudo está sendo preparado para ser assim”. (Antonio Euryco – Repórter Brasilturis)

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