Redes buscam alternativa para não aumentar preço

Durante o mês de julho, a lei para estes transportes leves na Capital paulista é transitar de acordo com o final da placa: os ímpares circulam em dias ímpares e os pares

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A restrição à circulação de caminhões grandes em São Paulo não assustou as grandes redes varejistas de materiais de construção e de móveis.

Para não repassar o provável aumento de custos que a medida poderia trazer para o comércio, as empresas reformularam a frota por caminhões leves e passaram a oferecer descontos de até 60% no frete para os consumidores que optam receber a mercadoria à noite.

Em abril desde ano, dois meses antes do dia 30 de junho, quando os caminhões tiveram que obedecer à proibição de circular das 5h às 21h na área de restrição (o chamado ‘centro expandido’), a C&C (Casa & Construção) renovou a frota de caminhões para os veículos de pequeno porte, os VUCs (Veículos Urbanos de Carga).

“A estratégia de antecipação fez com que os produtos não sofressem alteração nos preços e, por isso, mantivemos as vendas aquecidas’, aponta diretor de TI (Tecnologia da Informação) e logística da C&C, Ailton Brandão.

Durante o mês de julho, a lei para estes transportes leves na Capital paulista é transitar de acordo com o final da placa: os ímpares circulam em dias ímpares e os pares, em dias pares.

Segundo o diretor de logística da Dicico, Gerson de Paula, a tática adotada pela empresa é um desconto, entre 40% a 60%, para os consumidores que optarem por receber a mercadoria no período da noite.

“Temos hoje em TI, investimentos de cerca de R$ 5 milhões. Com isso, temos condições, ainda, de garantir que a compra chegará em 24 horas na casa do cliente. E mantivemos o compromisso de, se isso não acontecer, devolver o dinheiro do frete”, diz Gerson.

O gerente de logística da Tok&Stok, Leopoldo Duarte, conta que o grande desafio é abastecer as lojas dentro da área de restrição, incluindo a unidade de Santo André, localizada no Shopping ABC, no período de 21h às 4h.

Para as grandes redes, a medida, até o momento, não está comprometendo os negócios. É o que garante, entre outras, a assessoria de imprensa da Casas Bahia, para quem a medida não está afetando os negócios da empresa, que opera normalmente. 

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