Funcionários dos Correios fazem assembléias para votar fim da greve

Trabalhadores dos Correios participam de assembléias nesta segunda-feira (21) para decidir se aceitam ou não o acordo firmado no sábado (19)

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Ministério, empresa e trabalhadores fecharam acordo no fim de semana.
Desde 1º de julho, entrega de mais de 130 milhões de objetos atrasou.

Trabalhadores dos Correios  participam de assembléias nesta segunda-feira (21) para decidir se aceitam ou não o acordo firmado no sábado (19) pelo Ministério das Comunicações, a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) e lideranças sindicais para acabar com a greve  da categoria, que começou em 1º de julho.

A orientação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) é para que os funcionários encerrem a paralisação. José Gonçalves de Almeida, integrante da comissão de negociação da Fentect, disse ao G1 que as assembléias devem acontecer durante o dia todo. “Em algumas cidades, eles [trabalhadores] podem voltar a trabalhar ainda hoje [segunda], logo após a votação”, afirmou.

Acordo
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse que foi fechado um entendimento para não haver o desconto do salário pelos dias parados. “Vamos substituir as horas paradas por um banco de horas.” O acordo contempla ainda as gratificações para os funcionários. Os carteiros receberão uma gratificação de 30% do salário, enquanto os atendentes e os motoristas receberão R$ 260. O impacto é de R$ 10 milhões por mês.

Os sindicatos seguirão discutindo com os Correios o Plano de Cargos, Carreiras e Salários, que é outra reivindicação da categoria.

Desde o início do mês, quando os trabalhadores cruzaram os braços, mais de 130 milhões de correspondências ficaram retidas. Os serviços Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta foram suspensos. Segundo o ministro, os serviços devem estar normalizados em 15 dias. 

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