Frigoríficos conhecem estrutura do Corredor de Congelados do Paraná

Empresários defendem ferrovia até Cuiabá
OceanAir e Avianca vão unir operações
Embraer registra prejuízo de R$ 48,4 milhões

O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) realizou nessa segunda-feira (28), em Paranaguá, mais uma reunião para fortalecimento do Corredor de Congelados do Paraná. O projeto, lançado pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Ministério da Agricultura e iniciativa privada em março deste ano tem como objetivo fomentar as exportações de carnes congeladas pelos terminais paranaenses.

No encontro, o TCP reuniu os principais atores do processo de exportação de congelados na cidade: operadores portuários, empresas de transporte, logística, representante de armadores, além de membros do Ministério da Agricultura e Receita Federal.

Neste encontro, representantes do Grupo Minerva, de São Paulo, vieram conhecer o Porto de Paranaguá e esclarecer dúvidas. O grupo, que é o terceiro maior exportador de carnes do Brasil, já trabalha com break bulk (carga solta) com o Porto de Antonina e há cerca de um ano começou a exportar em contêineres reefers por Paranaguá.

“Esta reunião foi muito importante. Novas oportunidades foram analisadas. Já somos um grande parceiro do Governo do Paraná e queremos ampliar esta parceria, direcionando um maior volume para cá”, disse Fernando Galletti de Queiroz, presidente do Grupo Minerva.

Esta é a segunda reunião realizada pelo TCP e empresas que compõem o Corredor de Congelados. Há duas semanas, o mesmo grupo de trabalho foi reunido em Paranaguá para receber representantes do Frigorífico Bertin, de Lins (interior de São Paulo). Como resultado da reunião, já estão sendo realizados carregamentos experimentais com carga do Bertin em Paranaguá e a intenção é tornar estas remessas fixas.

APROXIMAÇÃO – Para o superintendente da Appa, Eduardo Requião, o prestígio que estas reuniões têm tido mostra que o projeto do Corredor de Congelados tem tudo para decolar. “Esperamos que a iniciativa privada, o TCP, o Ministério da Agricultura e a Receita Federal continuem tendo uma relação harmoniosa para que este projeto tenha sucesso”, afirmou.

“Com estas reuniões, estamos dando consistência ao projeto Corredor de Congelados, desenvolvendo uma aproximação direta com os principais atores do mercado de exportação de carnes. Queremos mostrar para estes grupos que eles podem ter em Paranaguá uma alternativa logística para qualificar suas operações em tempo e custo”, afirmou o diretor-superintendente do TCP, Juarez Moraes e Silva.

PROJETO – O projeto Corredor de Congelados do Paraná é uma ação que une os Governos Federal, Estadual e a iniciativa privada para deslocar para os Portos de Paranaguá e Antonina o eixo das exportações de carnes brasileiras. Com o Corredor, a meta é fazer com que os terminais portuários ofereçam maior capacidade para recepção, armazenagem, embarques e clientela suficiente para fazer do Estado do Paraná um dos principais pólos exportadores de carne do Brasil.

Entre as principais vantagens competitivas dos Portos do Paraná está a existência de seis berços dedicados à operação de congelados (quatro em Paranaguá e dois em Antonina), pátio de armazenagem de contêineres em zona primária com 370.000 metros quadrados, capacidade de armazenagem frigorífica para 58.000 toneladas e ramal ferroviário em zona primária, com operações diárias.

Além disso, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento está instalado na zona primária do Porto de Paranaguá, descentralizando e agilizando os processos de inspeção e fiscalização. Fazem parte do projeto as empresas Terminal Ponta do Félix, Martini Meat, Standard Logística, América Latina Logística (ALL), Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) e Wilson, Sons.

COMMENTS