Embraer crê em demanda global de 13 mil aviões executivos em 10 anos

No total, a companhia acredita que há mercado para 13,15 mil novas aeronaves executivas em todo o mundo nos próximos dez anos, com valor total de US$ 201 bilhões

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A Embraer tem meta de obter, nos próximos dez anos, uma parcela significativa dos segmentos do mercado de aviação executiva para os quais tem produtos.

Segundo o vice-presidente de Aviação Executiva da companhia, Luís Carlos Affonso, o objetivo é obter uma fatia de 20% a 30% do mercado de jatos executivos muito leves (VLJ, na sigla em inglês), na qual se encaixam os aviões da família Phenom.

Para jatos médios, representados pela família Legacy, a intenção é obter participação de cerca de 15%. No segmento de aeronaves grandes, para o qual a empresa tem o Lineage 1000, a meta é ter uma fatia de 20% a 25%.

No total, a companhia acredita que há mercado para 13,15 mil novas aeronaves executivas em todo o mundo nos próximos dez anos, com valor total de US$ 201 bilhões. “Isso é cerca do dobro do que foi entregue no período anterior de dez anos”, afirma ele. Nesse intervalo, revela, foram vendidos cerca de 7 mil aeronaves executivas novas.

Segundo Affonso, o segmento de VLJs deve representar 26% desse volume em unidades e 4% em receita. Já os jatos médios, segundo a Embraer, devem gerar cerca de 32% da demanda em unidades e 35% em faturamento. O segmento de aviões executivos grandes, por sua vez, deve girar 11% dessa procura em número de aeronaves e 23% em receita.

A América Latina, afirma o executivo, é uma região importante para a companhia. A Embraer estima em 710 a demanda em unidades nos países latino-americanos, motivada principalmente por um movimento de substituição e renovação da frota atual.

“Hoje há 1098 aviões executivos na América Latina, sendo que 52% deles tem mais de 20 anos de idade ” , informa Affonso.

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