O melhor Tector de todos os tempos

O melhor Tector de todos os tempos

Iveco apresenta nova geração de caminhões Tector, destacando modelos de 9 t e 11 t de PBT, além de um cavalinho de 17 t e semipesados de 24 t e 31 t. Destaque para o novo design que se iguala aos caminhões da marca na Europa

Híbrido Scania é solução noturna
Uma fábrica renascida das cinzas e receita recorde aos 70 anos
Os astros de janeiro

A família de caminhões Tector está maior e de cara nova. Agora conta com versões para atuar nos segmentos leve com o 9-190, e médio, com a chegada do 11-190. Destaque para o design totalmente renovado, deixando a gama parecida aos caminhões da marca que rodam na Europa.

Como o Daily tem versão com PBT de até 7 t e depois disso a Iveco, até então, só oferecia o Tector de 15 t, com a chegada dos novos modelos, a fabricante preenche o espaço que havia em seu line up. “Os lançamentos nos tornam mais competitivos no segmento dos médios e completam nosso portfólio. Agora, estamos mais fortes dos leves aos pesados”, afirma Marco Borba, vice-presidente da Iveco para a América do Sul.

De acordo com Ricardo Barion, diretor de vendas e marketing da Iveco no Brasil, caminhões com PBT entre 8 t e 15 t representam em vendas 18% do mercado total de caminhões, e com os lançamentos, a Iveco espera alcançar 10% de mercado.

Fato é que com a saída da Ford do mercado brasileiro – vale lembrar que foi ela primeira marca a desenvolver o médio de 11 t com cara de leve, portanto salvando o segmento de médio –, a Iveco trouxe produtos com predicados para conquistar esse mercado. Afinal, foram três anos de desenvolvimento e estudando muito bem a concorrência.

Potencial

Segundo Barion, o primeiro passo da Iveco foi ouvir as demandas dos clientes desse segmento. Cerca de 60% dos donos de caminhões dessa categoria são autônomos e dirigem o próprio veículo, portanto, uma das necessidades é com relação à qualidade de vida a bordo da cabine. E nesse ponto, a engenharia da marca fez bem a lição de casa.

Os caminhões têm largura de 201 cm, altura interna de 254 cm e um espaço entre o banco do motorista (que é pneumático) e o teto de 114 cm.
Ainda para facilitar a vida a bordo, a Iveco posicionou a alavanca do câmbio no painel. Dessa forma o condutor e os ajudantes conseguem transitar melhor dentro da cabine. O acesso ao habitáculo também foi melhorado, com a altura do único degrau de 40 cm. E isso foi possível sem perder o ângulo de ataque, subindo um pouco o para-choque e rebaixando mais a cabine.

O ângulo de abertura de portas de 87° também dá mais conforto ao motorista e aos ajudantes na hora de entrar e sair do veículo – algo frequente na rotina de quem faz entregas urbanas.

A visibilidade foi privilegiada com um campo de visão de 1,53 m² do para-brisa. “Temos o melhor campo de visão da categoria, com o maior para-brisa do segmento e retrovisores desenhados para garantir uma visão ampla das laterais, o que significa mais segurança e facilidade ao conduzir o veículo em manobras, ruas estreitas e docas apertadas”, diz Barion.

Alguns detalhes tornam esses novos modelos competitivos dentro do segmento de leves e médios. Exemplo é o basculamento hidráulico da cabine, o que reforça a segurança e a facilidade para o condutor na hora da manutenção.

Outro aspecto que facilita a vida do condutor no dia a dia é o acesso para conferir o nível de óleo e fluído do radiador, feito pela parte frontal.
A suspensão dos novos modelos 9 t e 11 t também entrega conforto ao condutor. No eixo traseiro são utilizadas molas parabólicas que garantem segurança, dirigibilidade e um rodar mais suave, se comparada aos feixes de molas trapezoidais. Já para a suspensão da cabine, a grife italiana optou por coxim, mola e amortecedor, um diferencial no segmento e que reduz eficazmente os solavancos do asfalto. O chassi, do tipo escada, proporciona maior rigidez estrutural.

Um grande coração

O motor dos novos Tector é o FPT N45, integrante da família NEF. Trata-se de um motor de 4 cilindro linhas , 4.5 litros em linha que desenvolve 190 cv de potência e torque de 62,2 mkgf – o maior da categoria tanto entre os modelos de 9 t como de 11 t.

A transmissão eleita é a Eaton 6106 B, manual de 6 velocidades, sendo que as 1ª, 2ª e 3ª marchas entregam maior força nas rodas, uma necessidade para quem opera na cidade, no entanto, como esses veículos acabam trafegando na intermunicipalidade em trechos de curtas distâncias rodoviárias, a 6ª marcha super overdrive vai permitir ao condutor rodar com velocidade em baixa rotação.

A Iveco ainda vai praticar uma política de preço bem competitiva frente ao seu principal concorrente que é a VWCO com o Delivery 9.170 e Delivery 11.180. O Tector 9-190 vai custar a partir de R$ 155 mil enquanto que o 11-190 sairá por R$ 165 mil, trazendo itens de série como ABS (por força de lei com EBL, limitador de velocidade a 120 km/h e escotilha de teto manual. De acordo com a tabela FIPE, a versão de 9 t da Volks custa a partir de R$ 172 mil, enquanto que o 11 t custa R$ 176 mil.

Nos semipesados

Os modelos semipesados Tector ganharam novos membros com motor de 300 cv. Entre as novidades está o cavalo mecânico 17-300 4×2 com câmbio Auto-Shift. O segmento de cavalinhos de 17 t de PBT foi outro que começou no Brasil pela Ford, mas que foi muito bem explorado pela Volkswagen Caminhões. Trata-se de um segmento ainda em crescimento, adequado para rodar com implemento de dois eixos espaçados com CMT (Capacidade Máxima de Tração) de 36 t.

Além desse modelo, a Iveco apresentou as versões do Tector de 24 t trucado e de 31 t já com o 4º eixo de fábrica com versões de potência de 280 cv e 300 cv, esta com transmissão automatizada Auto-Shift.

Andrea Ramos, Editora-executiva da Agência Transporta Brasil (ATB)
andrearamos@transportabrasil.com.br

+ Saiba tudo do mundo do transporte rodoviário. Curta nossa página no Facebook!
Agência Transporta Brasil – ATB

COMMENTS