Uma fábrica renascida das cinzas e receita recorde aos 70 anos

Uma fábrica renascida das cinzas e receita recorde aos 70 anos

Marcopolo investe R$ 70 milhões e cria centro de fabricações na área de sua fábrica de plásticos que pegou fogo há dois anos

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A Marcopolo, gigante da fabricação de carrocerias de ônibus, está fazendo 70 anos e acaba de alcançar receita recorde em suas operações. Segundo números da empresa, a Marcopolo S. A. teve receita líquida consolidada de R$ 4,197 bilhões em 2018, que representou crescimento de 45,9% em relação ao ano anterior

No mercado interno, as vendas cresceram mais de 76% e, nas exportações, que somaram R$ 1,360 bilhão, o crescimento foi de 36%.

Nesse embalo de crescimento, a empresa celebra suas sete décadas de existência e reforça seu posicionamento no mercado: “Para vencermos a crise que atingiu o setor desde 2013, investimos muito para tornar o nosso negócio o mais eficiente possível e, ao mesmo tempo, nos aproximamos ainda mais dos clientes e do mercado, sem descuidar da qualidade e segurança nas linhas de produção”, diz Francisco Gomes Neto, CEO da empresa.

Investimentos em casa

Em sua unidade principal de produção, no bairro de Ana Rech, em Caxias do Sul, a Marcopolo acaba de investir R$ 70 milhões para criar sua fábrica mais moderna. O espaço deixado pelo incêndio na fábrica de plásticos em 2017 foi utilizado para uma nova unidade de fabricação para a unificação da montagem de componentes e subconjuntos metálicos que compõem as carrocerias dos ônibus, que eram executadas em diferentes sites.

No novo centro estão sendo realizadas as operações de corte a laser de tubos, corte com serras automatizadas de tubos, cortes robotizados de tubos.

Para criar a nova fábrica, a Marcopolo utilizou a participação de 223 trabalhadores, que deram suas sugestões. A empresa montou uma maquete da fábrica, com seus 305 equipamentos, e ouviu cada operador para criar o melhor layout possível. Segundo a empresa, foram realizados 11 kaizens em 692 horas dos 75 colaboradores que formaram a equipe dedicada. A realização dos 11 kaizens visou a aplicação no Centro de Fabricação da metodologia dos sete defeitos: tempo de espera; excesso de produção; transporte; processamento desnecessário; defeitos; movimentação e estoque.

Entrevista com o CEO Francisco Gomes Neto

Ouça no player abaixo a entrevista da Rádio Agência Transporta Brasil com o CEO da Marcopolo, Francisco Gomes Neto:

Leonardo Andrade
Editor-chefe da Agência Transporta Brasil
leodoca@transportabrasil.com.br

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Agência Transporta Brasil – ATB

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