Motor e câmbio revolucionam o Ford semipesado

Motor e câmbio revolucionam o Ford semipesado

O caminhão de 24 t de PBT é o mais popular da marca e quando a Ford renovou seu trem-de-força, o modelo ganhou o sobrenome Power

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O Ford Cargo 2431 passou por melhorias e este ano estreou no mercado com o sobrenome Power, uma alusão ao motor mais forte e eficiente. Anos antes, a Ford já tinha renovado a gama ofertando a transmissão automatizada, uma Eaton ES 1119, automatizada de 10 marchas. Com a chegada da nova motorização, a Ford apresentou ao mercado um produto renovado, no que se refere ao seu arranjo técnico.

Tanto que os caminhões da linha Power, com motorização Cummins ISB, de 7 litros, e 6 cilindros em linha com potência de 306 cv a 2.100 rpm e torque de 112 mkgf de 1.000 a 1.900 rpm, para receber o novo motor teve toda a sua estrutura modificada, como o turbocompressor que passa mais pressão para o motor, sendo que sua carcaça e rotor foram projetados para trabalhar com essa maior pressão. Além disso, a gama Power recebeu ainda novos bicos injetores, filtro de ar com mais capacidade de vazão e sistema de refrigeração de alta capacidade.

Fazem parte da gama os modelos: Cargo Power 1731 rígido; Cargo Power 1731T cavalo-mecânico; Cargo Power 2431 6×2 manual ou automatizado Torqshift; Cargo Power 2631 6×4; Cargo Power 3131 6×4 e o Cargo Power 3031 8×2. Porém, o mais popular entre eles é o trucado 2431.

De acordo com a Fenabrave, neste primeiro bimestre, o Cargo 2431 Power emplacou 116 unidades, ainda distante de alcançar as vendas dos seus maiores rivais com mesma capacidade, já que ocupa a 8ª posição do ranking. Mas com o potencial do seu motor e caixa, se a Ford desenvolver uma política de preço afim de acabar com seus estoques, esse caminhão pode ser uma boa pedida.

Coração bate mais forte

Segundo a engenharia da Ford desenvolver um motor mais forte, dentro dessa categoria de 24 t para caminhão trucado foi por demanda de clientes, que careciam de caminhões mais ágeis.

Razão de a marca ter dado notoriedade ao turbo projetado para trabalhar com maior pressão, melhorando a resposta do motor em retomadas.
O modelo 0 km, de acordo com a Fipe, custa R$ 256.734.

Nadam de braçada nesse segmento dois modelos alemães, porém com motorização inferior ao representante da Ford.

Os competidores

Volkswagen

O Constellation 24.280 6×2 é líder absoluto nesse segmento por quase uma década. Nos dois primeiros meses deste ano ele vendeu 444 unidades. O caminhão que custa R$ 258,010, unidade 0 km não tem o preço tão convidativo se compará-lo ao Ford que entrega mais motor. Contudo, sua mecânica é tão confiável quanto.

O VW é equipado com motor MAN D08, de 277 cv de potência a 2.300 rpm e 107,1 mkgf de 1.000 a 1.700 rpm. Esse motor é o único dessa categoria das 24 t oferecido com tecnologia EGR (que dispensa o uso do Arla). Os demais competidores utilizam a SCR.

Isso dá algumas vantagens ao modelo, como o melhor aproveitamento do espaço no chassi, sobretudo em relação ao encarroçamento, pois não há o tanque extra, comum nos caminhões SCR que necessitam do reagente químico Arla 32. O sistema também não agrega peso significativo ao veículo e isso pode se converter em mais capacidade de carga.

Mercedes-Benz

O Atego 2426 é o mais popular na lista de vendas, com 347 unidades emplacadas nos dois primeiros meses de 2019, ocupando a 3ª posição. Ele é equipado com motor Mercedes-Benz 926 LA de 256 cv a 2.200 rpm, com torque de 92 mkgf de 1.200 a 1.600 rpm, tendo a opção de transmissão manual, que é de série, de 6 marchas, e a opção automatizada de 8 velocidades, ambas também fabricadas pela Mercedes. O caminhão custa R$ 255.792, mas a Mercedes ainda tem a versão do Atego 2430, mais próxima tecnicamente do rival Ford.

O Atego 2430 custa R$ 279.062, mais salgado – talvez a razão de ele não aparecer na lista dos dez caminhões mais vendidos da Fenabrave.
No entanto, é um veículo mais rebuscado e para quem procura conforto, pode valer a pena o investimento. Ele tem motor OM 926 LA, de 6 cilindros em linha, de 286 cv a 2.200 rpm, e o torque mais forte da categoria, 127,4 mkgf de 1.100 a 1.200 rpm que trabalha com a caixa MB G 211, de 12 velocidades Powershift.

Andrea Ramos
Editora-executiva da Agência Transporta Brasil
andrearamos@transportabrasil.com.br 

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