Cargo 816 tem boa participação

Cargo 816 tem boa participação

O Ford Cargo 816 é o terceiro caminhão mais emplacado entre os leves, mas se for descontinuado tem competidores a altura

Anteo é a nova marca de pneus da Prometeon
Diesel comum tem alta de 0,5% em julho
Aracaju recebe ônibus Neobus

Dando sequência a nossa série de reportagens sobre os caminhões Ford bem posicionados no mercado – de acordo o ranking de emplacamentos da Fenabrave – e seus potenciais competidores, hoje vamos tratar dos modelos leves tendo como protagonista o Ford Cargo 816.

O caminhão que terá a sua produção interrompida com o fechamento da fábrica ocupa a 3ª posição no ranking de veículos emplacados na sua categoria leve. Foram 289 unidades vendidas no primeiro bimestre de 2019.

Produzido com uma cabine simples, suas opções de entre-eixos de 3.300 mm, 3.900 mm e 4.300 mm fazem dele um caminhão versátil para encarar o trânsito urbano e interurbano. Carrega um motor Cummins ISB, de 4,5 litros, com potência de 162 cv a 2.300 rpm e 56,1 mkgf de torque entre 1.100 a 2.00 rpm, com tecnologia SCR para atender à norma P7.

A transmissão é a Eaton FSO, de 5 marchas manual.

Apesar de o seu desenho não ter sido atualizado para se igualar aos modelos maiores da família Cargo – leia-se de médios em diante, o Cargo 816 teve sua última renovação em 2012, com o desenho inspirado no design Kinetic da Ford. A grade no formato hexagonal aliado ao para-choque dianteiro mais alto e recuado entregam um ar um pouco mais jovial. No interior o destaque vai para o banco com suspensão a ar de múltiplas regulagens. Os vidros elétricos são de série nesse modelo.

Um mercado a explorar

O 816 atende o transporte urbano nos grandes centros expandidos, os chamados VUCs. Mas também se adéqua a viagens rodoviárias de curtas distâncias. Seu PBT é de 8.250 kg e ele custa R$ 147.187.

Todo o seu conjunto técnico lhe garante a fama de ser difícil de quebrar. Muitos consumidores do modelo julgam a simplicidade de sua cabine o seu maior atributo para suportar as tarefas do dia a dia.

Sua saída do mercado poderá deixar espaço, sobretudo, para o representante da Mercedes-Benz Accelo 815. Esse modelo desde janeiro está sendo comercializado com versão de câmbio automatizado, o que pode agradar o frotista, já que com o componente custará 3% a mais em relação ao preço do manual. Além disso, a versão 815 possui PBT equivalente de 8,3 t com o bônus da caixa inteligente.

Hoje o 815 é o 4º mais vendido no ranking da Fenabrave, com 243 unidades emplacadas no primeiro bimestre, porém, mais caro, R$ 158.026.

Os competidores

Volkswagen

O líder nesse segmento, com a saída do Delivery 8.160 (modelo que chegou a ser o caminhão mais vendido de toda a indústria), é o novo Delivery 9.170, que emplacou 488 unidades nos dois primeiros meses do ano. Pelo preço de R$ 144.333, o modelo com PBT de 8,5 t traz motor Cummins ISF de 3,8 litros e tecnologia SCR, torque máximo de 61.1 mkgf e 165 cv de potência.

A transmissão manual é a Eaton ESO-6106, com 6 velocidades manual. A partir do segundo semestre, a marca começa a introduzir a caixa inteligente – possivelmente na Fenatran haverá novidades.

Seus predicados estão nas versões de entre-eixos de 3.400 mm, 4.000 mm, 4.400 mm e 4.600 mm e na cabine de desenho mais moderno e que promete ser 10% mais leve ao Delivery antecessor, agregando, ainda, itens de série que privilegiam o conforto como o trio elétrico.

Mercedes-Benz

A um preço mais salgado, de R$ 171.392, o Accelo 1016 tem PBT de 9,6 t. Ele ocupa a segunda posição no ranking de vendas no segmento de leves. De acordo com a Fenabrave foram 324 modelos vendidos no acumulado dos dois primeiros meses de 2019.

O Accelo, além da versão com cabine simples, comum a todos dessa categoria, oferece versão com cabine estendida e as opções de entre-eixos de: 3.100 mm, 3.700 mm e 4.400 na cabine curta e 3.100 mm, 3.900 mm e 4.600 na cabine estendida.

Seu motor é o produzido pela Mercedes OM-924 de 156 cv a 2.200 rpm e 62,2 mkgf de 1.200 a 1.600 rpm, que combina a uma transmissão MB G56 de 6 velocidades manual ou Eaton FSO 4505, manual de 5 marchas – a escolha será de acordo com a operação que o veículo encarar. Porém, por 3% a mais, o cliente leva esse modelo com a transmissão Eaton 6206, automatizada de 6 velocidades.

Andrea Ramos
Editora-executiva da Agência Transporta Brasil
andrearamos@transportabrasil.com.br 

+ Saiba tudo do mundo do transporte rodoviário. Curta nossa página no Facebook!
Agência Transporta Brasil – ATB

COMMENTS