Um ícone nórdico valorizado no mercado

Um ícone nórdico valorizado no mercado

O Scania R 440, o mais vendido de 2018, aquece o mercado de usados e seu passe valoriza

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Foram exatas 4.492 unidades emplacadas em 2018, segundo a Fenabrave, colocando o Scania R 440 no topo da preferência entre os frotistas e autônomos. Prova disso, é que o modelo foi por quatro vezes líder de vendas da categoria e três vezes o caminhão mais vendido da indústria: 2013, 2017 e 2018.

Exatamente no dia 21 de dezembro passado, o último espécime do modelo era produzido. Desde o seu lançamento, em 2012, para atender a norma P7 (equivalente a Euro 5) até a última unidade, foram vendidas 32.250 unidades do R 440, algo a se considerar, já que o caminhão se tornou um ícone na história moderna da indústria de pesados.

Contudo, mesmo descontinuado, ao contrário do que se imagina sobre um caminhão fora de linha perder valor de mercado em torno de 10%, esse raciocínio não vale para o Scania R 440.

Aquecimento nas vendas

Pelo fato de o mercado de caminhões ter voltado a aquecer entre os 0 km em 2018, o feito acabou migrando para o setor de usados. Isso porque a indústria não tinha caminhão para atender no prazo, e os clientes acabaram buscando como alternativas os modelos de segunda mão.

Somando-se a isso, o sucesso do R 440 é tamanho, que mesmo com sua produção interrompida muitos frotistas e motoristas autônomos buscam pelo modelo no mercado de segunda mão.

Maurício de Miranda, gerente regional de vendas da Codema, concessionária Scania, reitera que por causa desse aquecimento o mercado de usados está trabalhando acima da tabela Fipe, e dependendo o estado de um Scania ele pode chegar a valer até 20% mais em relação a tabela. “Quanto mais próximo do 0 km, menos o caminhão deprecia”, completa.

Miranda ainda acrescenta que pelo fato de muito embarcador exigir caminhões com idade média em torno de 5 anos, os modelos que estão sendo mais buscados do Scania R 440 é o 2016.

Para se ter uma ideia, um modelo 6×2, 2016, com cerca de 300 mil e 400 mil km rodados e com histórico de manutenções realizados na concessionária pode custar R$ 320 mil, enquanto um modelo 2018 quase sem uso, pode custar R$ 460 mil. Se comparar ao R 450, modelo que chega como sucessor do R 440, na versão trucada custa R$ 495 mil – e vale ressaltar que já tem fila de espera para o novo modelo.

R 440 é diamante negro

O gerente de vendas ainda afirma que o 0 km baliza o comportamento do mercado de usados, contudo, como para a compra do R 450 existe uma fila de espera, o cliente que necessita de um caminhão com urgência para atender a um contrato, vai procurar no mercado.

Quem confirma esse comportamento do mercado é o empresário Antonio Rodrigues Pereira, proprietário da empresa Antônio Rodrigues D´Paula que presta serviço no transporte de cegonha.

O empresário é scaneiro há mais de 35 anos. Tanto que começou a sua empresa, no início dos anos 1980, com modelos de segunda mão, entre eles o 111 e o 112. Hoje, o empresário é dono de uma frota de 15 caminhões, todos da marca Scania, e em fevereiro está previsto ele receber o R 450 da nova geração. “Escolho o Scania desde os anos 80 porque ele não quebra. Se fizer a manutenção correta, ele aguenta. Viajo por todo o Brasil. Meus caminhões rodam pelo menos 20 mil km por mês. E eu tenho um modelo na frota que já passou os 600 mil km sem nunca ter quebrado. Até hoje só troquei óleo e filtro”, diz o transportador. Segundo o empresário muitos dos seus caminhões, cuja idade média é em torno de 3 anos, ou são revendidos a terceiros ou colocados como forma de pagamento na compra de um 0 km na concessionária.

A razão de esse caminhão ser o preferido do mercado é o seu motor DC13 112 que desenvolve 440 cv de potência e 247,3 mkgf de torque entre 1.000 e 1.300 rpm. O motor trabalha em conjunto com a transmissão GRS905 com Opticruise de 14 velocidades, sendo duas superlentas. Nessa combinação, na versão 6×2 já provou fazer média equivalente a modelos de 300 cv.

A bordo, além de um computador de bordo completo, possui o Drive Support, ferramenta que funciona como um master drive online capaz de ler o comportamento do motorista ao volante, oferecendo dicas de melhorias na condução em tempo real.

O conforto faz parte do DNA do Scania, a começar pela suspensão pneumática da cabine seguida pela suspensão a ar no banco do motorista. O ar-condicionado é digital de série.
Por essa razão ele está no topo da preferência. Quem tem e quer vender, agora é a hora.

Andrea Ramos
Editora-executiva da Agência Transporta Brasil
andrearamos@transportabrasil.com.br

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