Tudo azul nas terras do Tio Sam, mas depende da NAFTA

Tudo azul nas terras do Tio Sam, mas depende da NAFTA

A indústria do transporte de cargas nos Estados Unidos passa por um momento de aquecimento que ainda pode durar mais nove meses, segundo a ATA

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Está tudo azul nas terras do Tio Sam. Pelo menos em relação aos assuntos do transporte rodoviário de cargas. A Associação Americana de Caminhões (ATA – America Truck Association) avalia que o setor de cargas rodoviárias do país mais desenvolvido do mundo passa por um momento de aquecimento e bons resultados. E que isso vai durar, pelo menos, mais nove meses.

Bons ventos na economia

Segundo o economista-chefe da ATA, Bob Costello, o setor de caminhões estadunidense está se beneficiando de três fatores da economia do país: baixa taxa de desemprego, aumento de atividade na construção civil e forte incremento nas vendas do comércio online.

Os analistas do setor acreditam que esses bons ventos econômicos ainda vão soprar em favor do transporte estadunidense por pelo menos mais nove meses, dependendo das negociações com México e Canadá sobre o acordo de livre comércio da América do Norte, o NAFTA.

De acordo com Costello, o NAFTA é de suma importância para as transportadoras americanas. A grande maioria dos produtos que passam dos Estados Unidos para as fronteiras canadense e mexicana vai por caminhão. O acordo do NAFTA rende um faturamento anual de US$ 6,6 bilhões para as transportadoras e viabiliza o emprego de 31 mil motoristas todos os anos.

Matriz rodoviária

Nos Estados Unidos, a indústria do transporte rodoviário de cargas é responsável por mais de 70% do volume transportado pelo país e fatura mais de US$ 670 bilhões, segunda estimativas da ATA. “Se o governo Trump não se posicionar em relação ao NAFTA e, se, porventura os Estados Unidos saírem do acordo, os riscos para a economia são enormes. Ficaremos às voltas de uma guerra de impostos e tarifas”, diz o economia.

Além disso, o setor de cargas nos EUA sofrem com um problema sério: o déficit de caminhoneiros. Segundo a ATA, o país norte-americano tem uma falta de 50 mil motoristas, em 2017, e este número pode saltar para 175 mil nos próximos sete ano se nada for feito.

Crescimento

De acordo com a análise da Associação, o volume de fretes nos Estados Unidos continua a crescer. Depois de quase não se virem aumentos nos embarques desde 2016, o setor virou o jogo e, a partir do final de 2017, o volume de cargas passou a crescer seis pontos percentuais por ano.

As vendas de caminhões Classe 8, os nossos Pesados, aumentaram também. Com o aumento da demanda, mais de 310 mil caminhões pesados foram vendidos nos Estados Unidos em 2018, um número 19% maior do que o de 2017. Além disso, os contratos de frete têm apresentado um aumento de remuneração por quilômetro rodado, algo em torno de 3,5%. São boas notícias para os caminhoneiros dos Estados Unidos. “Nunca vimos números tão bons como estes”, finaliza o economista da ATA, Bob Costello.

Leonardo Andrade
Editor-chefe da Agência Transporta Brasil
leodoca@transportabrasil.com.br

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