Mercedes-Benz: ouvir as estradas deu resultado. E muito!

Mercedes-Benz: ouvir as estradas deu resultado. E muito!

Após um ano estelar, em que foi líder do mercado de caminhões, a Mercedes-Benz estreita sua relação com clientes e se prepara para atacar novos nichos

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Roberto Leoncini, vice-presidente da Mercedes-Benz

Que a Mercedes-Benz teve um 2018 muito bom, com a liderança do mercado de caminhões pelo terceiro ano consecutivo, todos já sabem. Mas é importante refletir sobre como a montadora, que outrora tinha dificuldades em alguns mercados, como o de pesados, virou o jogo há cerca de quatro anos e vem conquistando cada vez mais clientes no agronegócio e em segmentos onde não tinha tanta expressão.

“A coisa é séria. Ouvir o que os clientes têm para dizer, entender as necessidades do transportador e, depois, oferecer soluções que atendam a essas necessidades foi realmente a receita para termos bons resultados no mercado”, diz Roberto Leoncini, vice-presidente de Vendas e Marketing de Caminhões e Ônibus da empresa, o homem que iniciou os novos tempos nos caminhões da marca.

Resultados robustos

Os números falam alto. Em 2018, a Mercedes vendeu 202% mais caminhões Actros do que no ano anterior. Saltou de 1.498 unidades em 2017 para 4.529 no ano passado. Nos modelos pesados Axor, o crescimento foi de 81%.

A venda de caminhões para segmentos que antes não utilizavam a marca tradicionalmente foi a tônica dos resultados. Agronegócio, Logística, Combustíveis, Mineração, Bebidas e Varejo foram os setores que mais compraram caminhões Mercedes no ano passado. Todo este trabalhou rendeu à Mercedes um market-share de 27,8% no segmento de caminhões, atuando em todas as categorias de veículos.

Crescimento em outros parâmetros

A empresa cresceu também na venda de contratos de manutenção. Segundo Roberto Leoncini, em 2018 fora 110% mais contratos vendidos, com 2.600 em 2017 contra 5.400 no ano passado. Ao todo, 27% dos caminhões vendidos pela marca no ano saíram de fábrica com um contrato de manutenção. Levando em conta com a Mercedes atua em todos os segmentos, desde os semileves até os extrapesados, o número é relevante. “Nos leves, não temos a preocupação do dono do caminhão em sair da fábrica com um contrato de manutenção. Os pesados puxam este número, que tende a crescer. Temos o registro de que os setores que mais demandaram caminhões com contratos de manutenção foram o sucroalcooleiro, o de transporte de combustíveis e de grãos”, explica o vice-presidente da Mercedes-Benz.

Na rede, a marca comemora a expansão das concessionárias e a abertura de cinco novas casas em 2018, nas cidades de Patos de Minas (MG), Goiânia (GO), Anápolis (GO), Belo Horizonte (MG) e Tangará da Serra, no Mato Grosso. Segundo Leoncini, a Mercedes já tem 105, de um total de 160, concessionárias no padrão máximo da rede. Além disso, a empresa conta com 30 oficinas dedicadas em operações de clientes como a Raízen, a Morada do Sol e a transportadora Ouro Verde.

“Assim como tivemos a liderança em caminhões e ônibus, temos mais motivos para comemorar, afinal, no ano passado, consolidamos a expansão dos Planos de Manutenção, do FleetBoard e das linhas de peças que oferecemos aos clientes para que eles façam uma boa gestão da frota e da manutenção, otimizando os seus custos operacionais e alcançando a rentabilidade desejada”, diz. “Mais do que isso, essas soluções da nossa marca ajudam os transportadores a trabalharem com visão de longo prazo, olhando para o TCO, que é o custo operacional total ao longo de toda a vida do veículo. Assim, eles têm previsibilidade de custos e podem se programar com mais assertividade”.

Dia do Cliente

Para reforçar ainda mais seu mote de ouvir as estradas e trazer respostas aos clientes, a Mercedes-Benz realizou no final de janeiro o Dia D Cliente, uma iniciativa em que todos os funcionários pararam por um dia para receber os clientes e ouvir seus pedidos e demandas.

A empresa recebeu um grupo de 20 grandes frotistas de caminhões e ônibus e o propósito foi ouvir, entender e transformar em realidade os pedidos dos clientes com mais assertividade, agilidade e rapidez, tudo isso no mesmo dia.

Para que todos os colaboradores se envolvessem nessa programação, telões foram espalhados pelas linhas de produção e foram utilizados espaços de eventos e salas de reuniões, dentro da fábrica de São Bernardo do Campo. Além disso, foram realizadas transmissões ao vivo para todas as fábricas de veículos comerciais da Mercedes-Benz do Brasil. “Seguimos ouvindo as estradas e os clientes e trazendo respostas rápidas. Para se ter uma ideia, somente no Dia D Cliente, registrados 1600 novas ideias de melhorias de serviços e produtos para estudar e testar sua viabilidade”, finaliza Roberto Leoncini.

Leonardo Andrade
Editor-chefe da Agência Transporta Brasil
leodoca@transportabrasil.com.br

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