Os cavalinhos de entrada

Os cavalinhos de entrada

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Ano novo, vida nova e muitos são os planos. E se está entre os seus planos trocar de caminhão, mas sem ter que desembolsar muito, listamos aqui o que as fabricantes têm a oferecer na opção cavalo-mecânico, a categoria mais popular do país por permitir atrelar o veículo a diversas composições.

Claro que pelo preço (pesquisamos a unidade 0 km na taleba Fipe), esses cavalinhos estão posicionados como veículos de entrada no segmento dos pesados ou extrapesados, como classifica a Anfavea, entidade que representa os fabricantes de veículos no país.

Por serem caminhões mais populares no fator preço, têm, portanto, o PBTC (Peso Bruto Total Combinado) limitado.

A lista é dominada por caminhões com motores de 6 cilindros com potências na faixa de 330 cv a 360 cv e PBTC entre 45 t e 53 t. Confira, por ordem alfabética quem são os modelos e quais são os seus atributos.

DAF CF 85 360 – R$ 319.910

O DAF XF 85 360 foi lançado no Brasil em 2015, nas configurações 4×2 e 6×2, sendo a 4×2 a versão mais barata, portanto, a tratada nesta reportagem. Seu coração é o que há de mais valioso, já que é sustentado pelo motor PACCAR MX de 12,9 litros – exatamente o mesmo que é equipado nos caminhões estadunidenses Kenworth e Peterbilt, portanto, robustez não lhe falta na versão de 360 cv de 1.500 a 1.900 rpm, com torque de 181 mkgf entre 1.050 e 1.410 rpm. Esse motor trabalha em conjunto com a transmissão ZF-AS Tronic Direct Drive, que é automatizada de 16 velocidades.

Voltado para operações de curtas e médias distâncias, o ambiente interno do CF85 permite encarar viagens mais distantes, mesmo porque seu PBTC é um dos maiores nessa categoria, o que reforça sua versatilidade. Na versão 4×2, o PBTC é de 53 t kg.

O CF85 360 ainda tem a opção de tanque de alumínio de 290 a 520 litros, e de Arla 32 com 50 a 140 litros, o que amplia ainda mais as aplicações em que ele pode rodar como cegonha, transporte de químicos, carregamento de insumos agrícolas e cargas fracionadas.

A DAF ainda oferece duas opções de cabine Sleeper e Space Cab. Porém, pelo preço de R$ 319.910 a unidade 0km, a unidade é equipada com a cabine de entrada Sleeper que possui 1,60 m de altura, enquanto que a segunda versão o teto é mais alto, com 2,23 m de altura, porém, mais cara. Em ambas as cabines a largura é de 2,26 m.

De série o caminhão é preparado para receber climatizador de teto e alto-falantes, possui ar-condicionado, controlador de velocidade e desligamento automático do motor. O dispositivo funciona em caso de inatividade operacional de cinco minutos (marcha lenta).

Ford Cargo 1933T – R$ 261.809

O Cargo 1933T tem como predicado a suspensão a ar de série. Algo que comumente é oferecido como opcional. A suspensão pneumática “full air” oferece mais conforto ao motorista, que roda mais suave. Além disso, para quem transporta carga mais frágil essa suspensão faz total diferença na preservação da mercadoria.

Com PBTC de 45.150 kg, o modelo fica limitado a algumas operações, mas é um excelente aliado às atividades de curtas a médias distâncias. A bordo, destaque para o banco extra conforto, com espuma de alta densidade, portanto, mais firme, o que ajuda o motorista, ao finalizar a longa jornada do dia, ficar menos fadigado.

Apesar de a cabine do Ford não vigorar entre as maiores de sua categoria, já que é o mesmo projeto dos irmãos semipesados, ela oferece conforto graças ao leito com uma cama bastante ampla tanto de comprimento quanto em largura.

O motor do Cargo 1933 é o Cummins ISL 8.9 de seis cilindros em linha que desenvolve potência de 334 cv a 2.100 rpm e torque de 132,6 mkgf de 1.000 a 1.500 rpm.

O caminhão de série possui a transmissão Eaton FTS 16112 de 13 marchas, na versão manual, e a Eaton F 11E316 LSD, opcional que é automatizada de 16 velocidades. Mas o seu preço sugerido, segundo a FIPE, é válido para a versão manual. De série o Cargo possui freio a tambor em todas as rodas com ABS, ASR e EBD.

Iveco Hi-Road – Preço não divulgado

O membro mais novo da categoria de cavalinhos de entrada é o Iveco Hi-Road, que chegou para substituir o Stralis. Apesar de o design ser parecido ao do Stralis, já que se trata de um desenho característico aos caminhões da família italiana, o Hi-Road tem uma pegada bem mais moderna e está mais próximo ao premium Hi-Way.

O que o torna um caminhão diferenciando, sobretudo para o caminhoneiro, é o acabamento a bordo. O amplo espaço e a quantidade de portas-objetos já entregam se tratar de um caminhão que foi pensado no motorista. Ele é o único de sua categoria a oferecer de série um box térmico e um amplo espaço para colocar pelo menos 3 garrafas de água de 5 litros. Além disso, de série ele também dispõe de trio elétrico (vidro e trava elétrica, além do retrovisor aquecido e elétrico), banco High Comfort, ar-condicionado e climatizador, rádio com CD, MP3 e entrada USB, volante com comandos integrados e cabine com suspensão pneumática – com quatro bolsas. A cama ampla e de boa largura, com luzes de leitura também promovem o aconchego na hora do descanso.

Seu motor é o FPT Cursor 9, de 6 cilindros, de 360 cv a 2.300 rpm, e torque de 153 mkgf de 1.200 a 1.650 rpm, que trabalha com a caixa de transmissão ZF16AS2230 TD, automatizada de 16 velocidades. Seu PBTC é de 46.000 kg.

Mercedes-Benz Axor 1933 – R$ 282.125

O Axor é daqueles caminhões queridos no segmento, porque ele foi um dos primeiros a ser lançado em 2005, estreando essa categoria formada por caminhões mais modernos. Com opções de cabine estendida e leito teto alto e baixo, o caminhão está posicionado como o modelo de entrada da família Axor, a mais popular entre os pesados rodoviários.

Motorizado com o OM 926 LA, de 326 cv 2.200 rpm e torque de 127 mkgf de 1.100 a 1.200 rpm, o Axor foi um dos primeiros modelos posicionados como caminhão de entrada a oferecer de série a transmissão automatizada, com a MB G 211 de 12 velocidades. Esse caminhão foi aperfeiçoado ao longo dos anos. Para se ter uma ideia, até meados de 2014, o Axor possuía uma transmissão de 16 marchas. Contudo, a engenharia da Mercedes aprimorou essa caixa, que passou a atender por Powershift, reduzindo o número de marchas e aumentando a sua inteligência. Apenas por esse câmbio inteligente, o preço de aquisição do Axor já está bastante convidativo.

Essa caixa conta com modos de direção como Potência que dá mais desenvoltura ao veículo para vencer ultrapassagens, e depois de realizada, se o motorista esquecer o sistema ligado, o próprio câmbio desabilita afim de não consumir diesel. Há ainda o EcoRoll, um módulo que coloca a transmissão em neutro de forma segura e controlada. O procedimento é executado sem a intervenção do motorista e auxilia ainda mais na redução de consumo. O sistema possui ainda suspensão traseira pneumática com 4 bolsões de ar como item de série e freios ABS (por força de lei) com ASR e EBD de série. E o seu PBTC é de 46.000 kg.

Scania P360 – R$ 339.500

Você deve estar se perguntando o que um Scania com cabine P faz nesse segmento? Isso porque essa família é mais ofertada na categoria de caminhões semipesados. Mas o P 360, nessa nova geração de caminhões Scania, é o representante de entrada da categoria cavalos mecânicos.

Com PBTC de 56.000 kg é o que oferece a maior capacidade da categoria na configuração 4×2. Ele é equipado com motor Scania DC09 que desenvolve potência de 360 cv, e a transmissão é a já conhecida Opticruise, de fabricação Scania,de 14 velocidades, sendo duas superlentas.

O caminhão,além de oferecer toda a sofisticação a bordo, tipo da cabine Scania, presente até mesmo na gama P, conta com suspensão pneumática com dois bolsões de ar,como item de série e freios a tambor com ABS por força de lei, agregando APS e EBS.

VWCO Constellation 19.330 – R$ 257.768

A VW Caminhões e Ônibus lançou o Constellation 19.330 Titan em 2005. O caminhão posicionou a fabricante no segmento de extrapesados, porque junto com a versão com motorização na casa dos 300 cv, a fabricante ampliou a família que atualmente possui modelos de até 440 cv. Fato é que por muito tempo esse modelo foi campeão de vendas, mesmo porque foi ele quem estreou o segmento de cavalos pesados de entrada a preços mais populares.

O modelo, cujo PBTC é de 45.000 kg tem um motor Cummins ISL com potência de 330 cv a 2.100 rpm e torque de 147,9 mkgf se 1.000 a 1500 rpm, combinado a uma transmissão manual ZF 16 AS 1585 TD.Mas a VWCO tem a opção de câmbio automatizado,também uma ZF de 16 marchas. O Constellation 19.330 Titan é indicado para operar em segmentos como basculante, carga seca, container, furgão, graneleiro, plataforma carrega tudo, sider, tanque e transporte de carga viva e de veículos, entre outros.

Volvo VM 330 – R$ 273.000

O Volvo VM é outro conhecido do mercado por fazer parte da gama de caminhões semipesados da marca. Contudo, assim como o Scania, a Volvo também possui um representante de entrada na categoria de cavalos mecânicos, que é o VM 330 4×2. O caminhão tem PBTC de 45.000 kg, o veículo é equipado com motor MWM, de 7,2 litros com potência de 330 cv a 2.200 rpm e torque de 133 mkgf de 1.200 a 1.600 rpm,com transmissão automatizada I-Shift de 12 velocidades como item de série. O modelo que é bastante popular entre os caminhões rígidos, tem o seu trem de força, incluindo a robustez da transmissão automatizada I-Shift como o seu maior predicado.

Essa transmissão é a razão de a popularidade das caixas automatizadas ter crescido nesse segmento, pois foi a Volvo, por meio de sua equipe a primeira marca a provar os benefícios da transmissão inteligente numa frota, uma vez que é possível equalizar o consumo de combustível.

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