Aceitação entre os vizinhos

Aceitação entre os vizinhos

Caminhão de 16 t emplaca na Argentina nas configurações rígido e trator, e no Brasil está conquistando o seu espaço entre os cavalos mecânicos

2018 foi o ano dos pesados
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O Constellation 17.280 novamente é o caminhão mais escolhido pelos argentinos, mantendo a preferência dos clientes do país como no ano de 2017.

Foram 1.070 unidades emplacadas, em 2018, segundo o sistema online de estatísticas do mercado automotivo desenvolvido pela Associación de Concesionarios de Automotores de la Republica Argentina (Acara).

O veículo é ideal nas aplicações urbanas de curta ou média distância nos mais diferentes segmentos.

O VW Constellation 17.280 é equipado com motor MAN D08 que desenvolve 277 cv a 2.300 rpm de potência e seu torque é de 98 mkgf entre 1.100 e 1.700. Trata-se de um caminhão com tecnologia EGR, que se diferencia por não requerer Arla 32, o que se traduz em vantagem econômica e operacional ao transportador.

Sua transmissão ZF 9S 1110 TD é manual de 9 marchas.

Em terras brasileiras

No Brasil um segmento vem crescendo nos últimos anos, em termos de produto, é o dos cavalos mecânicos de 16 t a 17 t de PBT. Além da Volkswagen, as marcas Mercedes, Iveco e Ford têm representantes nessa categoria. A primeira a apostar nele foi a Ford, com o 1729.

Contudo, com o sucesso do VW no país vizinho, a VWCO resolveu apostar o 17.280 por aqui o lançando ao mercado na Fenatran de 2017. E no ano passado, um ano depois de sua chegada ao mercado, o caminhão fez bonito e vendeu 2.336 unidades, sendo líder no seu segmento com 43% de participação.

Isso porque os últimos anos o mercado de semipesados 6×2 tem migrado para os rígidos 8×2, saindo de 23 t para 29 t de PBT. O motivo é o fato de esses caminhões terem portes equivalentes, com a vantagem de um eixo adicional. Com isso, o transportador ganha mais 6 t de capacidade. Mas ainda há transportadores que necessitam carregar mais do que 29 t PBT, sem a necessidade de um implemento de três eixos, como dos caminhões pesados de 45 t de PBT. E é justamente nesse espaço que os cavalinhos de 16 t podem atuar.

Isso torna esses espécimes 4×2 mais competitivos frente aos caminhões rígidos 8×2. Além do PBT de 16 t seu PBTC é de 35 t.

A suspensão dianteira do veículo é algo a se destacar, pois são molas semielípticas, e na parte traseira eixo rígido. Para a diversidade de operação que o caminhão vai enfrentar no dia a dia, onde o veículo pode trafegar por pisos mistos, essa suspensão é acertada por suportar os trancos.

Com relação ao acabamento interno, trata-se de um segmento de entrada, portanto, ele é bem espartano. Itens como ar-condicionado e trio-elétrico são opcionais.

Andrea Ramos
Editora Executiva da Agência Transporta Brasil
andrearamos@transportabrasil.com.br

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