ZF: duas letras, 60 anos de histórias no Brasil

ZF: duas letras, 60 anos de histórias no Brasil

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Uma das maiores marcas do segmento automotivo comemora suas seis décadas de evolução junto com a história da indústria automobilística brasileira

A ZF todo mundo conhece, é uma marca forte do setor automotivo mundial. No Brasil, trabalha em muitas frentes, fabricando componentes para caminhões e veículos de passeio… câmbios, transmissões, eixos, peças, sistemas. A empresa está intimamente ligada ao fornecimento de partes e serviços para as principais montadoras do Brasil, dos carros mais leves aos caminhões e ônibus mais pesados.

E, neste ano, está comemorando 60 anos de Brasil. A empresa nasceu há 103 anos na Alemanha, pelas mãos do Conde Ferdinand Von Zeppelin, aquele mesmo que imortalizou seu nome nos famosos balões dirigíveis.

É importante lembrar que a unidade brasileira foi a primeira planta da ZF fora da Alemanha e, por todo o período, a empresa sempre transferiu ao País suas melhores práticas como por exemplo as modernas linhas de montagens e qualidade reconhecida dos seus produtos. “A ZF foi uma das poucas multinacionais de autopeças que participou ativamente de todo processo de instalação, desenvolvimento e expansão da indústria automotiva brasileira. No Brasil, a empresa vem evoluindo, inovando e crescendo acompanhando e suprindo o ritmo e demandas dos seus clientes”, afirma Wilson Bricio, presidente da ZF América do Sul.

De acordo com Bricio, nas primeiras décadas no País o foco estava em produzir componentes mecânicos para atender integralmente as demandas da indústria automotiva. Hoje, além de continuar construindo e modernizando produtos mecânicos e manter sua excelência no que sempre fez, a ZF não apenas acompanha a nova tendência que se apresenta em todo o mundo, como direção autônoma, eletromobilidade e conectividade, como também mostra caminhos e abre novas possiblidades por meio de suas constantes pesquisas e inovações.

“Nossa meta também é trazer a transformação para dentro de casa, aplicando os conceitos da quarta revolução industrial, respeitando acima de tudo nossos colaboradores e preparando-os para essa nova realidade, mas também contribuindo para levar essas mudanças para clientes e sociedade, com foco em uma nova mobilidade”, explica Bricio.

Seis décadas de inovações e pioneirismos no Brasil

A trajetória histórica da ZF no Brasil está intimamente ligada à evolução da indústria automotiva brasileira. A empresa iniciou a construção de sua fábrica em agosto de 1958, pouco mais de um mês após o Brasil se tornar pela primeira vez campeão mundial de futebol e exatamente na década de maior efervescência de toda indústria nacional.

Se em 1949 havia apenas 100 fabricantes de autopeças no Brasil, já em 1955 esse número mais do que quintuplicou, passando a 550 empresas no setor. O Brasil era o país da vez no cenário global para o setor automotivo. Em 31 de janeiro de 1956 Juscelino Kubitscheck assumiu a presidência do País com o slogan “50 anos de progresso em 5 anos de realizações”. No mesmo ano foi criada a Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

O Plano de Metas estabelecido por JK focou em cinco setores da economia nacional: energia, transportes, indústrias de base, alimentação e educação. Uma das metas foi a transferência da capital do Brasil do Rio de Janeiro para Brasília. O Brasil começava a se tornar, essencialmente, rodoviário.

Com o cenário nacional altamente promissor para o setor automotivo, a ZF decidiu montar no País sua primeira unidade fora da Alemanha. E já em 1959 iniciou a produção de transmissões, em São Caetano do Sul, SP, no ABC Paulista, o primeiro grande polo da indústria automotiva brasileira.

A empresa chegou ao Brasil a princípio para fornecer sua moderna caixa de transmissão para o lendário DKW, que era produzido sob licença pela Veículos e Máquinas Agrícolas S.A. (Vemag), cuja fábrica ficava no bairro paulistano do Ipiranga.

E no ano em que completa seis décadas de Brasil, a ZF é considerada a melhor empresa sistemista para se trabalhar no País e, no ranking geral, de acordo com pesquisa da plataforma de empregos Indeed com o apoio da Revista Forbes Brasil, a empresa ficou em nono lugar entre todas companhias aqui instaladas. “Ser a melhor sistemista para se trabalhar no Brasil e estar entre as dez melhores empresas para se trabalhar é um orgulho para a ZF e traz a certeza de que estamos trilhando o caminho certo. Em um mundo digitalizado e de rápidas transformações, sabemos que são as pessoas, com seus atributos únicos, que fazem a diferença”, diz Wilson Bricio, presidente da ZF América do Sul.

Em 2018 as transmissões automatizadas TraXon e Ecotronic, que tiveram sua nacionalização anunciada em 2016, passam pelas últimas etapas de testes no mercado brasileiro e já iniciaram sua produção em escala. A nacionalização é fruto de um investimento de mais de 100 milhões de reais entre 2014 e 2018, sendo que 33 milhões foram exclusivamente destinados a banco de testes, protótipos e treinamento para a TraXon. Grande parte dos investimentos foram voltados a alterações nas linhas produtivas existentes, altamente adaptáveis ao recebimento de produtos com um conteúdo tecnológico maior, como a TraXon e a EcoTronic.

A nacionalização tanto da transmissão modular TraXon como da Ecotronic são uma amostra de que as melhores tecnologias existentes na Europa voltadas ao mercado de veículos comerciais são realidades introduzidas pela ZF no Brasil. A TraXon é ideal para caminhões pesados e possui um projeto básico que pode ser configurado de acordo com a decisão do cliente, desde embreagem convencional ou dupla, conversor de torque, tomada de força ou módulo híbrido. A EcoTronic foi desenvolvida sob medida para oferecer alta eficiência aos caminhões médios e semipesados. Ambas apresentam custos operacionais reduzidos, como menor consumo de combustível, menor desgaste dos elementos de atrito da embreagem e freios, direção padronizada, tempo de manutenção reduzido e maior segurança e conforto

Na área de transmissões automáticas, a ZF lançou também para o mercado brasileiro as transmissões automáticas aos segmentos mais leves dos veículos comerciais. Trata-se da Powerline, uma tendência de utilização global, que está disponível com mais força ao Brasil e à América Latina por meio da ZF. A automática de 08 marchas inspirada na consagrada 8HP aplicada em automóveis pode equipar caminhões, picapes e ônibus urbanos e interurbanos com motorização de até 1.200 Nm. Em seu projeto, a engenharia da ZF criou soluções que fazem a transmissão atender as demandas das severas operações urbanas, onde as marchas podem ser alteradas 30 vezes por quilômetro

Veículos comerciais leves, médios e semipesados, que trabalham em tráfegos intensos, passarão a ser beneficiados com uma tecnologia totalmente nova.

A ZF está demonstrando sua ampla experiência em sistemas também por meio do e.Go Mover, um veículo completamente inovador, fruto de um joint-venture da ZF com a recém-fundada e.GO Moove GmbH. O e.GO Mover faz parte de uma proposta logística totalmente digital, incluindo hardware, software e serviços. A ZF está equipando o e.Go Mover com sistemas de acionamento elétrico, sistemas de direção e freios, bem como com o computador central ProAI, da ZF (que utiliza inteligência artificial), e sensores que permitem funções de condução automatizada. Trata-se do primeiro veículo pronto para produção com sistemas ZF que constitui um conceito de mobilidade autônoma para cidades e entrará em produção seriada já a partir de 2019.

“A mobilidade inteligente, conectada e segura são os elementos que levarão à eletrificação e à automatização dos veículos e estarão presentes em nosso dia a dia em pouco tempo. Para a ZF, 100% das áreas urbanas contarão com a circulação de veículos elétricos, enquanto as estradas receberão os híbridos. Enquanto isso, os veículos autônomos serão realidade nas áreas restritas de circulação, como em pátios logísticos, diz Bricio. Neste sentido, trabalhamos de forma acelerada para prover a indústria com tecnologias avançadas para que isso aconteça. Sempre levando em frente o conceito Vision Zero, de zero acidentes e zero emissões”, completa.

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