Mercado de ônibus cresce e alimenta otimismo na Lat.Bus

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Maior feira de transporte coletivo da América Latina começa com a expectativa de dar continuidade à recuperação do setor, iniciada no primeiro semestre

O Brasil é o quarto maior produtor de chassis de ônibus no mundo, segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). A indústria brasileira de mobilidade, porém, viu-se, nos últimos três anos, diante da maior recessão econômica da sua história e amargou sucessivas quedas de vendas e embarcações. Mas esse cenário parece, enfim, dar mostras de recuperação. No primeiro semestre de 2018, o mercado de ônibus cresceu mais de 50%, na comparação com o mesmo período do ano passado. É por isso que o otimismo marcou a abertura, nessa terça-feira (31), da Feira Lat.Bus Transpúblico, maior evento de transporte coletivo da América Latina.

Realizada no Transamerica Expo Center, em São Paulo, o evento foi promovido pela NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos) e pela OTM Editora e reúne, em uma área de 16 mil metros quadrados, mais de 80 expositores de diversas áreas ligadas ao transporte urbano e rodoviário de passageiros. Durante três dias, fabricantes de chassis, carrocerias e autopeças, operadores e prestadores de serviço, empresas de tecnologia que atuam em bilhetagem eletrônica e sistemas inteligentes de transporte (ITS) e meios de pagamento apresentam suas novidades.

Durante a abertura do evento, o presidente-executivo da NTU, Otávio Cunha, destacou que, em que pese o setor de ônibus urbano ter sido amplamente impactado pela crise econômica, esse permanece em busca de novas oportunidades. “Temos observado um aquecimento na indústria, o que sinaliza um período positivo para o transporte. Esse é um cenário propício para criarmos um evento de amplitude latino-americana, já que o Brasil é um polo econômico importante na região.”

O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Valter Casimiro, considera que o atual momento é ideal para a retomada dos investimentos. “Se no ano passado superamos a grande crise que vinha se abatendo sobre o país, agora é hora de investir e inovar. A expertise vocês têm. Dados da Anfavea mostram que, depois de dois anos de queda, a produção automotiva voltou a crescer. Neste ano, já temos mais de 50% de crescimento. No ano passado, em relação a 2016, a produção de automóveis cresceu mais de 25%; a de caminhões, 37%; e a de ônibus, mais de 10%”, diz.

Para o presidente da Anfavea, a proposta de realizar uma feira latino-americana de transporte é oportuna na medida em que mostra a importância brasileira na produção e comercialização de ônibus e dos seus periféricos. Na sua avaliação, o setor tem uma perspectiva interessante de crescimento, apesar de ainda não estar no patamar de anos anteriores. “Em 2017, vendemos 12 mil unidades e exportamos 9 mil unidades, e devemos repetir esse número neste ano, mas ainda são números bem inferiores aos que já tivemos no passado. Para se ter uma ideia, já tivemos ano em que produzimos mais de 49 mil unidades.”

Megale salienta que o setor de mobilidade também está passando por mudanças “extraordinárias” impostas pelas novas tecnologias e que, por conta disso, é necessário entender os rumos do transporte.

Nesse sentido, durante a feira, empresas como Volvo, Volare, Mercedes-Benz, Scania, MAN e Marcopolo exibem novos serviços, tecnologias e produtos visando atender às expectativas dessa nova era do transporte público.

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