Autos Giros | Muito mais que caminhão

Autos Giros | Muito mais que caminhão

Eu acredito que já tenha dito aqui mas, para mim, o mundo do caminhão é fascinante. Até por estar muito mais inserido no dia-a-dia de todo mundo,

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Eu acredito que já tenha dito aqui mas, para mim, o mundo do caminhão é fascinante. Até por estar muito mais inserido no dia-a-dia de todo mundo, quase todo mundo entende – alguma coisa – de carro. Desde coisas primordiais como abastecer e lavar, até diferenciar marcas, modelos, potência, torque, sistemas, acessórios até os entendidos que chegam a peças e mecânica automotiva.

Com caminhão não é assim. Para quem não está, de alguma forma, inserido nesse mundo, caminhão é uma “coisa”. Uma coisa com quatro rodas – ou mais -, muito mais larga, maior e mais pesada que o automóvel que eu tenho em casa. Como é o nome? Caminhão. Não importa se é leve, semileve, pesado, extrapesado, bitrem, rodotrem, 4×2, 6×2, 8×4, qual a marca, se é vocacionado ou rodoviário. É Caminhão.

Só que, claro, sendo um veículo – e de transporte – ele tem todas essas e várias outras diferenciações.

Sim, mas nessas especificidades, o mundo do caminhão vai além do que estamos acostumados quando falamos de automóvel. E um dos exemplos é o programa Top Team, promovido globalmente pela Scania, e que teve recentemente a final regional vencida pela Argentina e com o Brasil – representado pela equipe Btec Brasdiesel, de Ijuí (RS), na segunda posição.

Nele, as concessionárias da marca de todo o país organizam equipes entre seus mecânicos e técnicos, e a competição consiste em encontrar a melhor solução para problemas – teóricos e práticos – propostos pela organização. Tudo começa com uma disputa de perguntas e respostas, que classifica 10 para eleger a campeã brasileira, em provas práticas. Esta – que, em 2018 foi, pela segunda vez, a Btec – se classifica para a final regional, que classifica duas para a final global. A equipe gaúcha, junto com os “hermanos”, disputará a final global, na Suécia, no final do ano.

Mas e por que tudo isso? Para o cliente. Ou melhor, para o negócio do cliente. Para disputar o Top Team, as concessionárias realizam treinamentos constantes em suas equipes, e isso acaba aumentando a expertise dos seus profissionais, o que resulta em maior agilidade no atendimento às demandas dos clientes. E isto, por sua vez, aumenta a disponibilidade dos seus veículos, e o resultado financeiro de seus negócios.

Romeu Salvador, treinador da equipe Btec, conta: “A preparação iniciou depois do quinto lugar conquistado em 2013. Em 2015 fomos campeões. Este ano a etapa foi mais difícil, meninos se esforçaram e continuaram trabalhando’. “Na Brasdiesel fazemos o treinamento também durante o trabalho, começando por questões básicas e sempre dificultando as provas. Desde o começo da preparação nossa equipe já passou por mais de 150 provas para identificar e corrigir defeitos”, conta.

Para a Scania, o seu negócio é mais do que vender caminhões. É oferecer soluções para o negócio do cliente, para impulsionar o seu resultado. “Cada vez mais o caminhão é visto como uma unidade de operação de um negócio, e ele deve ser tratado como negócio. E a Scania é pioneira em tratar o serviço como parte da solução deste negócio. Nosso objetivo sempre foi garantir o menor custo operacional com o melhor consumo de combustível para garantir para o cliente dinheiro no bolso. Isso vai além do produto de qualidade”, explica o gerente de Portfólio de Serviços da Scania no Brasil, Gustavo Andrade.

É claro que, com tudo isso, a Scania também ganha. O importante, contudo, é que, para isso, é necessário que o transportador, o motorista, o frotista ou o gestor da frota também ganhem. E se formos levar em conta que são os caminhões que transportam o desenvolvimento do Brasil (seja alimentos, eletrodomésticos, produtos em geral, produção agrícola e até mesmo automóveis), quanto melhor para eles, melhor para nós.

E é por isso que eu digo. É muito mais que caminhão.

50 anos do Corcel

E mais um clássico nacional completa 50 anos. Dessa vez, o aniversariante é o Ford Corcel, que chegou ao mercado em 1968. Apesar de ter feito história com a marca do inventor da linha de produção, e ter o nome baseado no “irmão americano” Mustang, ele, na verdade, era um projeto de outra marca.

Ele teve como base o chamado projeto “M”, que a Willys-Overland do Brasil desenvolvia em parceria com a Renault quando foi adquirida pela Ford em 1967.

Eu, particularmente, me lembro mais do Corcel II, que chegou em 1977 (pouco antes de eu mesmo, aliás). A história do modelo acabaria em 1986, quando a produção saiu de linha. O carro, porém, segue no imaginário brasileiro e no coração dos seus apaixonados.

Nova Spin

E a Chevrolet apresentou a nova Spin Activ. Primeiro – e possivelmente único – modelo renovado na linha da marca este ano, ele trouxe um grande facelift, diminuindo o perfil “monovolume” e trazendo um visual mais moderno. No interior, destaque para configuração de sete lugares e para a segunda fileira de bancos corrediça.

Montada sobre trilhos, ela pode ser movimentada 110 milímetros para frente ou para trás. Com isso se pode aumentar o espaço para as pernas dos seus passageiros ou o espaço para cargas ou passageiros da terceira fileira. Os preços, que ainda não foram divulgados, devem chegar em julho com o resto da linha 2019 do modelo.

Daniel Jacques, do portal AutosGiros, especial para o Transporta Brasil
www.autosgiros.com.br

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