Santa Catarina recebe a maior regata oceânica do mundo

Santa Catarina recebe a maior regata oceânica do mundo

A Volvo Ocean Race, tradicional regata realizada pela fabricante em todo o planeta, tem uma única passagem pela América do Sul. A cidade de Itajaí

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A Volvo Ocean Race, tradicional regata realizada pela fabricante em todo o planeta, tem uma única passagem pela América do Sul. A cidade de Itajaí (SC) recebe, até o dia 22 de abril, os Volvo Ocean 65 (VO65), embarcações a vela mais modernas e velozes do planeta.

Construídos por um consórcio que reúne quatro dos melhores estaleiros do planeta, os barcos da Volvo Ocean Race são rigorosamente iguais e buscam promover uma competição mais justa, em que o talento humano possa sobressair.

Desde a última edição da regata Volvo as regras mudaram para que a prova ficasse mais parelha. Hoje não há diferenças no design e construção dos veleiros, que no passado ficavam a cargo de cada equipe. A organização passou a fornecer embarcações rigorosamente iguais para cada time, o que na vela é chamado de “One Design”. Isso torna o desafio ainda mais atrativo para os maiores navegadores do mundo, já que o talento de cada um passou a fazer uma diferença ainda maior. “Se a regata não tivesse mudado para o ‘one-design’ eu nem teria me interessado em participar novamente da Volvo Ocean Race”, atesta o último vencedor da disputa, Ian Walker, comandante campeão no Abu Dhabi Ocean Racing, em 2014-15.

O fato de os barcos serem todos de um mesmo projetista – no caso, Bruce Farr –, e terem sido construídos nos mesmos estaleiros não significa que o nível de desenvolvimento tecnológico da regata tenha diminuído. Pelo contrário: as naves de pouco mais de 20m de comprimento e 5,6m de largura são feitas com técnicas aeroespaciais usando os mais modernos materiais disponíveis no mundo.

Desde o casco, feito inteiramente em fibra de carbono, para ser o mais leve e resistente possível, até as velas, que são moldadas em uma forma especial com fios de Aramida e Dyneema, duas fibras sintéticas que possuem resistência sete e quinze vezes maiores que o aço (com peso relativo muito menor), tudo nos VO65 é feito com o que existe de mais avançado.

Sempre visando o menor peso possível, os enormes mastros de mais de 30m (o equivalente a um prédio de nove andares) e a retranca, a peça perpendicular ao mastro que segura a parte de baixo da vela principal, são feitos em carbono de alto módulo. O estaiamento, que nos barcos tradicionais é de cabos de aço, também é todo em fibra de carbono. Um conjunto que, junto ao casco também levíssimo, permite ao barco todo pesar apenas 12.500kg. Sendo que 3.465kg estão no bulbo da quilha, a “barbatana” de baixo dos veleiros, que navega a 4,7m de profundidade.

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