Campanha busca engajamento na luta contra abuso sexual em transportes coletivos

Campanha busca engajamento na luta contra abuso sexual em transportes coletivos

Foi lançada a campanha contra a Violência de Gênero e o Abuso Sexual no Transporte Público neste mês de março. Para acertar os detalhes da iniciativa,

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Foi lançada a campanha contra a Violência de Gênero e o Abuso Sexual no Transporte Público neste mês de março. Para acertar os detalhes da iniciativa, a unidade de Samambaia (DF) do SEST SENAT sediou no fim de fevereiro um encontro com a participação de representantes da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano), da UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas), do Governo do Distrito Federal e das empresas de transporte coletivo urbano de Brasília. “Ônibus é lugar de respeito! Chega de abusos!” é o slogan escolhido.

A campanha prevê cartazes nos ônibus, folhetos para distribuição a bordo e nos terminais de passageiros, busdoor, com a opção de conteúdo para uso interno e externo, e adesivação dos veículos, entre outros. Inicialmente, somente a frota de Brasília receberá as intervenções. Posteriormente, a iniciativa será estendida aos demais Estados.

Além das peças publicitárias, a campanha abrange a capacitação de cobradores e motoristas profissionais de ônibus no combate a esse tipo de violência. Para isso, o SEST SENAT está desenvolvendo um curso sobre essa temática, cuja oferta da turma-piloto está prevista para 18 de junho na unidade de Samambaia. O material didático e o curso serão preparados pelo SEST SENAT, em parceria com a NTU e a UNFPA/ONU.

O diretor administrativo da NTU, Marcos Bicalho, destaca que os ônibus são espaços de convivência social e, por esse motivo, devem ser percebidos como lugares seguros e acolhedores, de uso coletivo, onde as regras da boa convivência devem ser aplicadas por todos, e onde atitudes abusivas não serão toleradas. “Essa questão do abuso diz respeito a toda a sociedade. Por isso, a campanha não é centrada no estímulo à denúncia, mas na promoção do respeito às usuárias e no engajamento da comunidade de usuários e usuárias do transporte em uma questão da sociedade”, diz.

A ideia é promover uma mudança cultural que estimule vítimas de abuso sexual nos transportes e/ou pessoas que presenciem algum episódio de violência a denunciarem os agressores e, assim, possam inibir a prática desse tipo de crime.

“Buscamos prepará-los para o atendimento das vítimas. Queremos sensibilizar a fazer o primeiro atendimento das vítimas (denúncia) para que não ocorra pré-julgamento”, diz a psicóloga do SEST SENAT, Laila Goes.

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