Estreia: Coluna Autos Giros, com Daniel Jacques

Estreia: Coluna Autos Giros, com Daniel Jacques

Hoje é dia de estreia no Portal Transporta Brasil! Temos o orgulho de apresentar o nosso parceiro, Daniel Jacques, diretor e editor do site Autos Giros (www.autosgiros.com.br), que inaugura no nosso portal sua coluna, sobre o mundo dos automóveis e picapes. Bem-vindo!

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Apresentação e “A Era das quatro grandes” ou “eram as quatro grandes” ou “eram quatro grandes”?

Fala galera!

Salve, salve essa audiência qualificada do Transporta Brasil! Acredito que quem acompanha o trabalho do meu grande amigo Leo Andrade já me viu por aí. Seja nos vídeos que já fizemos juntos em eventos por esse Brasil ou em áudio, na época da rádio FJR ou agora, no podcast Transporta Brasil!

A ideia aqui é falar de carro pro povo de caminhão. E o que isso quer dizer? Quer dizer que não interessa tanto cavalos, torque, porta-malas, mas uma pegada mais curiosidades, mais cultura, quase comportamento.

Para mim é um prazer dar mais esse passo nessa parceria que muito me traz orgulho, já que o “Leozinho” é colunista do meu site, o Autos Giros, já não é de hoje. E aqui estou, também, para retribuir esse conteúdo de qualidade que ele me proporciona.

Mas vamos lá, automóveis então. O que se pode dizer? Tivemos três anos muito difíceis, assim como no segmento de pesados, mas em 2017 parece que estabilizou. Claro que se tem lido muita notícia sobre aumento de vendas, de produção, de exportação, mas isso é “crescimento” sobre quase nada, né?

São boas notícias? São ótimas notícias! Mas para voltar a patamares de 2012/2013 tem gente que joga aí 10 anos pra frente. Só que, se formos considerar o nível tecnológico dos automóveis e da própria sociedade, com uma presença – bem – mais massiva de veículos híbridos, elétricos e alguns com tecnologia que hoje, em 2017 nós nem conhecemos, será que as vendas, em volume, de 2013 serão suficientes?

É muito nebuloso, muito difícil, muito longe de nós dez anos pra frente. Parece pouco, mas há 10 anos não existia iPhone (e existia Steve Jobs que, aliás, nós não sabíamos, mas não tinha chegado ao seu auge), 4G (3G será que já?), Android, Whatsapp, volta mais três anos, o Facebook era uma brincadeira – que hoje seria considerada machista – de meia dúzia de adolescentes de uma universidade norte-americana.

Mas o interessante no setor de automóveis é que a cada “grande” crise dessas, algumas peças mudam. E, neste ano, algumas mudanças estão sendo bastante profundas.

“A Era das quatro grandes” ou “eram as quatro grandes” ou “eram quatro grandes”?

Acho que é uma coisa que todo mundo sabe, mas o mercado brasileiro sempre foi dominado pelas “quatro grandes”: Volkswagen, que há 30 anos detinha sozinha mais da metade; Ford, que sempre foi uma marca forte no país; Chevrolet, ou General Motors, que cresceu bastante, por exemplo, nesta última década, e hoje é líder de mercado, e Fiat, que também está sempre nas cabeças.

Vamos fazer um pequeno histórico.

Nos anos 1980 essas quatro marcas mandavam no mercado. Era o tempo do protecionismo e, pra quem tem de quarenta anos pra cima, da Autolatina, que reunia Volkswagen e Ford. Na década seguinte, a última do século XX, houve a abertura do mercado automotivo nacional. Veio a Renault, a Citroën, a Peugeot (que muita gente aqui no Sul – pra quem não sabe, eu sou de Porto Alegre – achava que era uma marca argentina, porque os “hermanos” invadiam o nosso litoral com aqueles carros “quadrados” da marca do leão), entre muitas outras.

Na primeira década dos anos 2000, no entanto, eram dois “mercados”. As quatro grandes lá com seus 15 a 20% cada, na média, e todas as outras numa coisa de meio 5%, no máximo. Não pelas marcas, mas eram como melancias recém-colocadas numa carreta. Se uma delas ganhasse 1% de mercado ultrapassava 20 outras, mas no ano seguinte uma terceira ganhava outro 1% e já ultrapassava tudo de novo. E ia assim porque a soma sempre dá 100%. Então, se alguém ganha, alguém perde.

De uns anos pra cá a coisa tem se modificado… algumas marcas, como a Renault, a Toyota e a Hyundai, têm se “desgarrado” desses 5% e estão se aproximando das quatro grandes. Na mesma lógica. Se três marcas somavam, digamos, 8%, agora somam 30, e ninguém sumiu, é por que alguém perdeu.

E eis que, em 2016, pela primeira vez, o grupo das quatro mudou. A sul-coreana Hyundai ultrapassou a tradicionalíssima Ford. E não há qualquer demérito para a marca norte-americana, mas é um sinal dos tempos.

A tendência é que o mercado automotivo brasileiro continue amadurecendo. O que isso significa? Significa que as marcas vão começar a ter suas participações mais sedimentadas e, com isso, aumentar 1% vai ser cada vez mais difícil, e também vai significar, em posições no ranking, cada vez menos.

Pra fechar, é claro que a Hyundai produz ótimos carros. Contudo, uma coisa que certamente está mudando é a cabeça do consumidor brasileiro. Hoje os automóveis chineses sofrem o mesmo preconceito que os sul-coreanos sofriam há menos de 10 anos.

Hoje já não há mais quem questione a qualidade dos carros da Hyundai e da Kia, por exemplo. E elas ganham mercado, entre outras diversas razões, porque o brasileiro está buscando cada vez mais custo-benefício, e a ideia de que só algumas marcas produzem automóveis confiáveis já se foi há tempos.

É isso, galera. Esse espaço vai ser assim, às vezes com tema fixo, às vezes um bate-papo. Com o tempo, claro, vamos evoluindo, melhorando. E desde já fica aqui o meu e-mail, contato@autosgiros.com.br

www.autosgiros.com.br

Um forte abraço do tamanho do Rio Grande e até a próxima!

Exclusivo para o Portal Transporta Brasil

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