Primeiro dirigível da América Latina realiza voo inaugural

Veículo experimental conta com 48 metros de comprimento, autonomia para cinco horas de voo e capacidade para cinco passageiros e um piloto

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O primeiro dirigível da América Latina, o ADB-3-X01, teve seu voo inaugural realizado no mês de julho, em São Carlos (SP). Com 48 metros de comprimento, autonomia para cinco horas de voo e capacidade para cinco passageiros e um piloto, a aeronave chega a 80 km/h.

O dirigível é composto de duas partes: gôndola – onde ficam passageiros, tripulação, motor, hélice, tanque de gasolina, bateria e eventuais cargas – e balão ou envelope, preso à gôndola por cabos de aço, cheios de gás hélio. Ao nível do mar, tem capacidade total de 1,4 tonelada de transporte.

“O gás hélio faz o balão subir e o motor, movido a querosene de aviação, faz o dirigível ir para a frente. Mas, dependendo das condições atmosféricas do momento, é possível manter o balão apenas flutuando, sem a necessidade de acionar o motor. É por isso que chamamos essa tecnologia de mais leve que o ar”, afirma o diretor técnico da Airship do Brasil, empresa que construiu a aeronave, Daniel Gonçalves. No total, foram cinco anos de projeto e um ano de execução.

O dirigível ADB-3-X01 é apenas um protótipo para um projeto maior: o ADB 3-30, avião cargueiro com capacidade para até 30 toneladas, que deve começar a ser construído a partir do próximo ano. Em termos de dimensão, deve possuir 123 metros de comprimento, tamanho equivalente a um Airbus A-340 ou a um Boeing 747-8.

Segundo Gonçalves, o fato de poder pousar em qualquer área descampada o coloca em vantagem em relação a uma aeronave de pequeno porte convencional.

“O dirigível complementa a aviação normal porque nem aviões regulares, nem barcos e tampouco caminhões têm fácil acesso a essas regiões. É um meio de transporte adicional. Não é concorrente. Precisamos trabalhar com integração”, observa diretor de relações estratégicas da Airship do Brasil, Marcelo De Felippes.

Fabricantes de autopeças registram aumento de 16,3% no faturamento no 1º semestre do ano

Vendas para montadoras aumentaram 33% sobre o mesmo período do ano passado

Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), o faturamento das fabricantes de autopeças aumentou 16,3% no primeiro semestre sobre o mesmo período do ano passado.

Com isso, as vendas para as montadoras aumentaram 33% sobre o mesmo período do ano passado. Isso ajudou para que a utilização da capacidade instalada na indústria de autopeças se estabilizou em 66% nos meses de maio e junho, o melhor índice desde maio de 2015.

O faturamento com as exportações recuou 9,6% quando aferido em reais, mas em dólares ocorreu um crescimento de 5,1% sobre o primeiro semestre do ano passado. Já a venda ao mercado de reposição recuou 2,2%.

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