Demanda no setor de empresas privadas de ônibus cai 16,5% em três anos

Balanço considera uma amostragem de 225 empresas em 115 municípios do País

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Pesquisa inédita divulgada pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) revela que, nos últimos três anos, a maioria das empresas privadas de ônibus que atuam com o transporte público urbano enfrenta queda da demanda de passageiros, perda de mão de obra, elevação do endividamento e aumento do índice de encerramento de atividades.

A demanda do setor no período analisado caiu 16,5%, passando de 382,4 milhões de passageiros transportados para 319,3 milhões. Números consideram uma amostragem de 225 empresas em 115 municípios do País.

As companhias demitiram mais de 7 mil trabalhadores, terminando o ano passado com um efetivo de 133,5 mil funcionários. A pesquisa ainda aponta que, no período, foram fechadas 56 empresas de ônibus por motivo de falência ou perda de contratos públicos.

67,6% das companhias avaliadas têm, atualmente, algum tipo de dívida, em sua maioria de origem tributária ou previdenciária.

De acordo com o levantamento, três em cada dez empresas possuem dívida com a Previdência Social. Um terço das empresas possui dívidas superiores a 40% do faturamento anual.

“As dívidas, em média, superam 30% do faturamento anual das empresas. É uma situação preocupante, que expõe uma crise que compromete o serviço oferecido aos usuários do sistema de transporte público urbano. Nos últimos 20 anos o setor tem perdido demanda, produtividade e sofre com a ausência de políticas públicas para socorrê-lo. O endividamento é reflexo dessa situação que pode tomar proporções ainda maiores. Enquanto os custos do transporte público forem pagos somente pela tarifa, a situação só tende a se agravar”, comenta o presidente da NTU, Otávio Cunha.

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