Empresa de celulose investe R$ 54,4 mi na modernização do transporte marítimo de madeira

Projeto vai gerar 145 novos empregos temporários na Bahia e Espírito Santo e foi criado para abastecer a unidade industrial da Fibria em Aracruz (ES)

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A Fibria, maior produtora mundial de celulose de eucalipto, realizou o investimento de R$ 54,4 milhões em um projeto para modernização do transporte marítimo de madeira, realizado entre o sul da Bahia e o norte do Espírito Santo.

Segundo a empresa, o projeto vai demandar a criação de 145 empregos temporários para as obras de construção das estruturas e instalação de guindastes de grande porte no Terminal Marítimo de Caravelas, na Bahia, onde a madeira é embarcada, e no Terminal Marítimo de Barra do Riacho, no Espírito Santo, onde é feito o desembarque.

A operação está sendo concebida para o transporte das toras de eucalipto, provenientes das florestas plantadas e manejadas pela Fibria, para o abastecimento de sua unidade industrial em Aracruz (ES). Os novos equipamentos que estão sendo instalados nos terminais são de origem finlandesa e representam o que há de mais moderno em logística portuária, segundo a empresa.

“Com essas máquinas, vamos reduzir em 42% o tempo de carga e descarga das barcaças que transportam madeira”, disse Luiz Geraldo Micheletti Goessler, gerente de Logística Florestal da Fibria. Atualmente, o ciclo de viagem da barcaça que transporta madeira entre o Terminal de Caravelas (BA) e o de Barra do Riacho (ES) é de 12 horas. Goessler destaca os ganhos em segurança no transporte e os benefícios ambientais, com menor emissão de CO2, menor uso de combustível derivado do petróleo e redução no consumo de pneus. Cada barcaça que atua no sistema de transporte marítimo de madeira da Fibria (quatro no total) comporta carga equivalente a 100 viagens de carreta do tipo tritrem.

Destaques do projeto – Dos R$ 54,4 milhões investidos na modernização dos dois Terminais Marítimos, R$ 31,3 milhões são para obras civis e R$ 23,1 milhões nas novas máquinas portuárias (quatro guindastes: dois para o Terminal de Caravelas e dois para o de Barra do Riacho). Eles substituirão a operação de seis máquinas carregadeiras que atualmente fazem a movimentação de madeira nas barcaças. Em maio de 2017 entram em operação os dois primeiros guindastes – um em Barra do Riacho e outro em Caravelas. E no mês de agosto de 2017 entram os outros dois.

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