Setor de transportes desaquece e registra pior resultado desde 1996

Setor de transportes desaquece e registra pior resultado desde 1996

Segmento, incluindo armazenagem e correios, amargou queda de 7,1% em 2016

Segundo CNT, falta de estrutura portuária prejudica cabotagem no Brasil
Insegurança nas rodovias é a principal preocupação do caminhoneiro brasileiro
Modais de transporte carecem de quase R$ 1 trilhão em investimentos, segundo CNT

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Conforme dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no último dia 7/3, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro caiu pelo segundo ano seguido em 2016 (-3,6%), e seguindo essa tendência, no mesmo período, o setor de transportes, incluindo armazenagem e correios, amargou queda de 7,1%, acarretando no pior desempenho desde 1996 e também o nicho com o resultado mais alarmante.

A área de transporte e logística foi fortemente afetada pelo desempenho dos demais setores da economia, que apresentaram resultados negativos no último ano. E com o desemprego a 11,9%, houve uma brusca redução no número de viagens diárias no percurso casa-trabalho-casa, além da redução da demanda por produtos, afetando o comércio (-6,3%) e a indústria (-3,8%).

A sequência de dois anos seguidos de baixa no PIB só foi verificada no Brasil nos anos de 1930 e 1931, quando os recuos foram de 2,1% e 3,3%, respectivamente.

“Não há dúvidas de que enfrentamos uma crise sem precedentes. A instabilidade econômica foi o principal fator para a redução da demanda por serviços de transporte, o que diminuiu as receitas das empresas e forçou a redução das atividades do setor”, comenta o presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Clésio Andrade, esclarecendo que 2016 foi mais um ano de aumento no custo operacional e diminuição dos quadros de funcionários. “O poder público ainda precisa priorizar os fortes investimentos em infraestrutura de transporte, com a participação de destaque da iniciativa privada”, completa.

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