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84% das transportadoras brasileiras encolheram faturamento em 2016

Além disso, 82% das empresas de transporte avaliaram ano passado como pior que 2015, conforme balanço da NTC&Logística

13/2/2017

10h00

Victor José

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De acordo com a NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), 82% das empresas de transporte avaliaram o ano de 2016 como pior que 2015. É o que diz o relatório da Pesquisa de Defasagem do TRC realizada pelo DECOPE – Departamento de Custos Operacionais, Estudos Técnicos e Econômicos/NTC e os índices de custos do setor.

Essa afirmação vai de encontro com o índice de 84% das transportadoras que viram seu faturamento encolher, em média, 19% devido ao aumento de custos com mão de obra, combustível, pneus, manutenção e despesas administrativas.

Além disso, 52,8% da frota ficou parada no pátio, obrigando as empresas a concederem descontos nas negociações comerciais para voltar a movimentar seus veículos.

Sobre as tarifas, a defasagem e os índices apurados pelo DECOPE/NTC somam 19,28% para carga fracionada, sendo defasagem de 11,77% e INCTF de 7,51%, e 30,21% para a carga lotação, sendo 24,83% de defasagem e INCTL de 5,38%.

Outro fator curioso apontado pelo estudo é  que 79,5% das empresas não fazem a cobrança do GRIS (Taxa de Gerenciamento de Risco), o que é considerado essencial para manter a infraestrutura tecnológica que garante a segurança da carga transportada.

O aumento do custo de uma empresa transportadora subiu em 2016, o que agravou ainda mais o cenário. Preocuparam o setor especialmente as majorações nos últimos 12 meses de salários que chegaram a 8,72%, combustível (4,25%), despesas administrativas (9,20%), manutenção (6,58%), veículo (5,61%), e a lavagem (8,40%).

Em nota, a NTC afirma que é imprescindível e urgente um realinhamento dos fretes praticados, acompanhado da necessária cobrança dos demais componentes tarifários, Frete-valor e Gris e as Generalidades do transporte. “Caso contrário, o País corre o risco de um grave colapso de uma atividade essencial para a economia e para a sociedade brasileiras”, encerra o comunicado.

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