45% dos passageiros do transporte aéreo brasileiro recebem entre dois e dez salários mínimos

Setor estima que, em 2034, 600 milhões de pessoas viagem de avião anualmente

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A SAC (Secretaria de Aviação Civil) divulgou recentemente, por meio de uma pesquisa, que o setor aéreo está mais inclusivo, na medida em que pessoas com menor faixa salarial passam a ter mais acesso à aviação.

No estudo “O Brasil que voa – Perfil dos Passageiros, Aeroportos e Rotas do Brasil”, foi apontado que 45% dos passageiros que viajaram de avião no ano passado tinham renda familiar entre dois e dez salários mínimos. Desses passageiros, 6,1% têm renda de até dois salários mínimos, o equivalente a R$ 1.576. Outros 17,2% ganham entre dois e cinco salários e 21,7% recebem entre cinco e dez.

A expectativa é que, em 2034, 600 milhões de pessoas viagem de avião anualmente.

“O transporte aéreo está democratizado. Nós conseguiremos ver um crescimento de, no mínimo, 7% ao ano na demanda de passageiros nos próximos 20 anos”, comenta Eliseu Padilha, ministro-chefe da SAC.

Mesmo com esses números animadores o panorama não é dos melhores. A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), a aviação deve terminar o ano com deficit de caixa superior a R$ 7,3 bilhões. Se a previsão se confirmar, o resultado seria o pior da história do setor.

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